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Caminhada pede justiça pela morte de Bruna Capaverde

Mobilização por jovem morta no trânsito reúne cerca de 500 pessoas

Uma passeata pacifica reúne cerca de 500 pessoas nas imediações da Igreja Auxiliadora, na zona Norte de Porto Alegre, para pedir justiça no caso que envolve a morte da adolescente Bruna Lopes Capaverde, de 15 anos, vítima de um acidente de trânsito no sábado passado, na mesma região.

Amigos e familiares da menina se reuniram por volta das 19h, logo após a realização da missa de sétimo dia. O ato foi organizado pelo Facebook e prevê que caminhada siga, da Igreja, até a Escola Piratini, na rua Eudoro Berlink.

Bruna morreu depois que o carro em que era passageira foi atingido por um Corsa em alta velocidade na esquina das avenidas Pernambuco e Brasil. O Ford Ecosport era conduzido pelo pai de uma amiga dela. Ele havia pego Bruna e as demais adolescentes em uma festa.

Após o acidente, o motorista tentou fugir e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ele prestou depoimento e foi liberado. A polícia ainda não confirmou se ele havia ingerido bebida alcoólica. O delegado do caso, Cristiano Reschke, já pediu uma espécie de reconstituição pericial para comprovar se o motorista do Ecosport abusou da velocidade.

Motorista pode responder por homicídio doloso

O policial explica que esclarecer esse ponto é essencial para identificar se o homicídio foi culposo (sem intenção) ou doloso (com intenção ou assumindo o risco de matar). Segundo o policial, os indícios colhidos até agora apontaram para a existência de dolo.

Apesar de o motorista ter se recusado a fazer o bafômetro, o uso de álcool foi comprovado pelo exame clínico e pelas circunstâncias, segundo o delegado. Ele ressaltou que o fato de o condutor ter passado o sinal vermelho e fugido na contramão também serve como agravante.

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