O GHC é a instituição que mais recebe casos no Sul do País. Por ano, os médicos da instituição diagnosticam 600 novos casos da doença. O coordenador do Serviço de Mastologia, José Luiz Pedrini, disse que a incidência anual de câncer de mama aumenta em média 2%. “Os tratamentos avançaram nos últimos anos. Como é impossível reduzir o aparecimento da doença, precisamos trabalhar muito forte no diagnóstico precoce”, reforçou.
O Rio Grande do Sul registra aproximadamente 5 mil casos novos anualmente. Porto Alegre é a campeã nacional entre as capitais, com média quase três vezes maior que o resto do País. São 124 casos para 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a média fica em 45. “O câncer de mama mata mais que a tuberculose e a Aids atualmente”, destacou.
Pedrini afirmou que entre os fatores de risco estão o sedentarismo, a obesidade e o estresse. “Até por isso a caminhada tem um valor educativo”, observou. Ele lembrou que o aumento da expectativa de vida no Rio Grande do Sul, aliado à origem da população, devem colocar os profissionais da saúde em alerta. A instituição possui há 20 anos um grupo de voluntárias que auxilia mulheres em tratamento. Segundo Pedrini, a autoestima é fator decisivo na cura. “Este trabalho, auxiliado com a cirurgia de implante da prótese mamária, é fundamental. Desde 1999 temos uma campanha para que nenhuma mulher deixe a sala de cirurgia sem mama”, destacou.
Caminhada pelas ruas da Capital alerta para o câncer de mama / Foto: Vinícius Roratto