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Caminho das Pipas concentra boa comida e bebida, em Rolante

Roteiro turístico recebe cerca de 200 pessoas por final de semana

Caminho das Pipas concentra boa comida e bebida, no Vale do Paranhana
Caminho das Pipas concentra boa comida e bebida, no Vale do Paranhana Foto : Stephany Sander / Especial / CP Memória
Criado em 2006, em Rolante, no Vale do Paranhana, o Caminho das Pipas é um roteiro turístico voltado para a gastronomia. O trajeto, que chega a receber cerca de 200 pessoas por final de semana, oferece ao turista cantinas italianas e restaurantes coloniais que recepcionam seus visitantes com a degustação de vinhos, sucos e produtos coloniais na localidade de Boa Esperança, a 18 quilômetros do centro.

O percurso pode ser percorrido de carro e garante aos visitantes uma paisagem com natureza, videiras, pequenos chalés, além de muita hospitalidade. “Queremos que o turista se sinta em casa, por isso se oferece, além de boa comida e bebida, muita simpatia”, destaca a diretora do Departamento de Turismo, Simone Tadiotto. De acordo com o historiador Cláudio Winter, o roteiro apresenta a história dos primeiros italianos que chegaram na região e fundaram a localidade de Boa Esperança. “Hoje, além de levar adiante o negócio da família, os moradores locais cultivam as suas tradições com baile italiano, grupos de dança, coral típico, eventos religiosos e, inclusive, a prática da língua italiana”, explica, destacando que a produção de itens coloniais e principalmente do vinho, que dá nome ao roteiro, é o único sustento das famílias.

Com a criação do roteiro, muitos jovens que antes migravam para a área central de Rolante, ou até mesmo para outras cidades em busca de emprego, optam cada vez mais por ficar na região. “Além do desenvolvimento do turismo rural, com os jovens assumindo a produção dos produtos, é possível inovar e diversificar este trabalho, dando um incremento nos empreendimentos familiares que começam a industrializar seus produtos, passando a vendê-los para outras cidades e ampliando seus negócios”, explica a engenheira agrônoma da Emater, Rosane Renck.

Ao longo do trajeto, o visitante passa por nove estabelecimentos que comercializam vinhos, sucos e geleias, entre outros produtos caseiros, pelo tradicional Restaurante Figueira Branca, que serve almoço colonial; pela Pousada da Família Montemezzo; pelo Sítio Terra e Arte, voltado para a fabricação e cursos de artesanato; e ainda pela Casa de Massas e Produtos Coloniais. “Eu achei este passeio incrível. Além da paisagem linda e do passeio ser bem tranquilo, as pessoas são muito gentis, e os produtos são deliciosos. Estou voltando com vinhos e comidas gostosas, com um preço bem acessível”, relata a empresária Elaine Wolfram, moradora de Porto Alegre.

Entre as cantinas visitadas por Elaine está a dos Vinhos Finger, que teve a sua produção iniciada há pelos menos 30 anos. Andrei Finger, um dos proprietários, é quem recepciona pessoalmente os turistas. “O cliente que chega na nossa propriedade é atendido por pessoas da família, meu pai, minha mãe ou eu. Contamos nossa história e damos a oportunidade de o cliente participar da colheita da uva, conhecendo todo o processo de fabricação e de elaboração do vinho. A degustação e a venda dos produtos acaba virando uma grande roda de amigos”, destaca. Finger lembra que, embora o vinho seja mais consumido durante o inverno, a temporada mais bonita para os visitantes percorrerem o Caminhos das Pipas é justamente no verão, quando as videiras estão cheias de frutos.