Conforme a sobrinha Gisele Duarte, o último contato dele havia ocorrido na noite de sábado passado, pouco antes de iniciar a viagem em Avaré. No domingo, a mãe do caminhoneiro estranhou a falta do contato telefônico habitual do filho durante as viagens. O dia terminou e a família, já desesperada, registrou o seu desaparecimento. A busca de informações junto às autoridades paranaenses tampouco resultou em notícias sobre o paradeiro dele. “Como não havia sido registrado nenhum acidente de trânsito, a suspeita foi de que ocorreu um assalto”, relembrou a sobrinha.
A angústia da família e amigos aumentou nos dias seguintes. Um encontro dele com outros caminhoneiros, com o objetivo de viajarem em comboio também não ocorreu, o que gerou mais especulações sobre o que teria ocorrido. “A esperança, mesmo assim, é de que o encontraríamos vivo”, recordou a sobrinha.
Na terça-feira passada, o pai do caminhoneiro, Arzelino Varela de Oliveira, de 74 anos, junto com o dono da empresa de comércio de frutas, Tiago Metz, e o gerente desta, Mauro Rohr, decidiram realizar uma busca por conta própria na região. “O meu tio e o patrão dele são muito amigos, quase irmãos”, observou a sobrinha. Eles viajaram em uma caminhonete até o Paraná e fizeram diversos contatos, como na fazenda onde foram carregadas as laranjas, além de postos policiais e pedágios rodoviários. Ao final do levantamento de informações restou apenas um trecho da rodovia, sendo este vasculhado na quinta-feira até que os três encontrassem o caminhão caído em um ribanceira, em um local distante mais de dez metros da rodovia. “A família estava reunida em casa e recebeu a feliz notícia de que o haviam encontrado”, ressaltou.
Acionados, os bombeiros da região demoraram para retirar o caminhoneiro das ferragens do veículo. “Ele não teve nenhum ferimento grave nas pernas”, disse a sobrinha, acrescentando que o tio foi internado em um hospital de Jaguariaíva. “A previsão era de alta na noite de sexta-feira e retorno no sábado. Foi um milagre ter sobrevivido”, afirmou.