Geral

Caminhoneiros abordam veículos em apenas um ponto do Rio Grande do Sul

Motoristas mantiveram atos durante a manhã, mas se desmobilizaram no início da tarde

Caminhoneiros ainda realizavam atos pela manhã em Camaquã
Caminhoneiros ainda realizavam atos pela manhã em Camaquã Foto : Samuel Maciel / CP
Apesar de terem mantido atos durante a manhã deste sábado, contrariando a decisão judicial que determinou a liberação das rodovias, os caminhoneiros se desmobilizaram no início da tarde. Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a categoria agora aborda veículos de carga em apenas um ponto do Estado: em Rio Grande, na BR 392, km 18.

Antes da decisão judicial, na tarde de sexta-feira, a passagem de caminhões era impedida em 23 pontos das estradas gaúchas em protesto ao aumento do PIS/Cofins, que elevou o preço do diesel no país. No início da noite, a Justiça Federal determinou que os pontos fossem liberados, atendendo a um pedido da Advocadia-Geral da União (AGU).



PRF afirmou que iria abordar as lideranças das manifestações - Foto: PRF / Divulgação / CP

Na manhã deste sábado, um grupo de caminhoneiros que permanecia mobilizado no km 401 da BR 116, em Camaquã, não bloqueava a pista e discutia o que fazer diante da ordem judicial. Sem uma liderança definida, eles não descartavam a possibilidade de interrupções momentâneas ou ficarem somente concentrados no estacionamento de um posto de combustível.

O caminhoneiro Soni Colpes dos Santos Pitana, 59 anos, disse que as principais reclamações eram a falta de reajuste do frete e aumento do preço do óleo diesel. “Estamos aqui desde terça-feira”, lembrou. “Não temos mais condições de trabalhar”, lamentou, acrescentando que o problema atinge mais os autônomos. “Aqui na região de Camaquã, o transporte é mais de arroz”, observou.

Sobre a proibição judicial, ele garantiu que ninguém estava com medo. Já o caminhoneiro Cristiano da Rocha, 40 anos, recordou que o movimento atingiu igualmente quem carrega conteineres em Rio Grande. Ele contou que as empresas contratantes estipulam os preços que querem sem que chance de negociação. “Aí o motorista tem que aceitar”, desabafou.





Em relação aos pontos onde ainda havia bloqueio, a PRF afirmou que iria tentar notificar as lideranças da categoria sobre a medida judicial. Com isso, os manifestantes liberaram os bloqueios na maioria das rodovias. Em alguns pontos, conforme a polícia, “há apenas concentração voluntária de manifestantes”, assim como em Camaquã.

A PRF ainda informou que permanecerá com equipes “nos dois locais onde ainda há relatos de constrangimento a motoristas para participarem da manifestação”. O objetivo da polícia “é garantir o direito de livre circulação”.