Apesar de as rodovias estarem liberadas depois do movimento que praticamente parou o setor de transporte no Brasil, os caminhoneiros estão acompanhando o encaminhamento das promessas feitas pelo governo federal. Se até dia 10, a categoria não for recebida em Brasília, a paralisação pode ser retomada, segundo Vinícius Pereira Garcia, que está na profissão há 17 anos na região de Camaquã, onde se instaurou um dos pontos mais fortes de manifestação no Rio Grande do Sul. “Estamos mobilizados e esperando o que vai acontecer”, afirmou. Ele disse que a principal reivindicação segue sendo o valor do óleo diesel, que aumentou devido à carga tributária.
O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca, estará na reunião em Brasília marcada para o dia 10. Outras sete federações devem compor a mesa nas negociações com o governo federal. Mesmo considerando que em alguns locais a manifestação foi orquestrada por empresas e muitos caminhoneiros foram obrigados a parar, Fonseca observou que houve avanços. Algumas demandas que estavam paradas, como a sanção da Lei dos Caminhoneiros, e a renegociação dos financiamentos tiveram avanço. “Não estamos aqui para colocar fogo no Brasil, queremos sobrevivência”, observou o presidente da entidade.
As estradas estaduais no Rio Grande do Sul, que chegaram a ter mais de 40 pontos de bloqueio durante os protestos, estavam tranquilas nesta quinta sem trechos com manifestações, ou interrupções. Nas federais, a situação também já estava normalizada.
Caminhoneiros acompanham as promessas do governo federal
Categoria pode retomar paralisações se não for recebida até o dia 10 em Brasília