Dois motoristas impedidos de seguir viagem nesta quarta-feira foram Milton da Luz e Emerson Gomes Fraga. "Só estamos sofrendo com este protesto", sintetizou da Luz. "Quem está parado aqui é da cidade e são condutores autônomos. A manifestação não traz benefícios para quem está trabalhando. Estamos sendo usados", afirmou Fraga.
No momento em que foram impedidos de passar, da Luz e Fraga chegaram a discutir com parte dos manifestantes e uma briga só não ocorreu porque policiais rodoviários estavam no local. Com o bloqueio dos caminhoneiros, o congestionamento na BR 101 atingiu os oito quilômetros de extensão.
Interrompida desde essa terça-feira, a BR 101 registrou algumas ocorrências durante a madrugada. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu ao menos duas pessoas envolvidas no apedrejamento de caminhões. Elas foram detidas e liberadas mais tarde.
Protesto em outras duas rodovias
Na manhã desta quarta-feira, outras duas rodovias federais do Estado foram bloqueadas por manifestantes nas cidades de Canguçu, Palmeiras das Missões e Pelotas.
Em Pelotas, na zona Sul do Estado, há bloqueio no km 66,3 da BR 392. Já o km 118,4 da mesma rodovia, em Canguçu, também foi interrompido. Só é permitida a passagem de carros de passeio, motos e ônibus. Em Palmeiras das Missões, o km 0 da BR 468 foi bloqueado por cerca de 25 manifestantes.
Demandas da categoria
Os motoristas promovem manifestações em solidariedade a uma campanha nacional organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBM), que pede a aprovação da minuta do projeto da Lei do Motorista.
Outras demandas da categoria são o subsídio no preço do óleo diesel e isenção para caminhões do pagamento de pedágios nas rodovias do País, a fim de baratear preços dos alimentos e produtos, além da criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas.
Bloqueios em rodovias federais já entram no terceiro dia / Foto: Vinícius Roratto