Caminhoneiros que aderiram à greve da categoria estão paralisados no acostamento de estradas estaduais e federais gaúchas desde a madrugada desta segunda-feira. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), as manifestações são pacíficas, com exceção de casos isolados, quando foi ateado fogo em pneus.
Segundo o Integrante da Comissão Nacional da Paralisação dos Caminhoneiros, Fábio Luis Roque, um dos objetivos da paralisação é pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Não existe negociação com governo 'pilantra'. Eles já disseram que não negociam com caminhoneiros, já aumentaram duas vezes o preço do diesel. A solução é o impeachment ou a renúncia. Daí, sim, nós vamos entregar a pauta de reivindicações que foi apresentada em fevereiro para ser resolvida”, disse Roque.
Além disso, Roque negou que o movimento seja influenciado por partidos políticos. “Eu pago a minha gasolina. Hoje eu tenho uma pequena empresa, antes eu tinha três caminhões, agora tenho um. Eu não sou bancado por ninguém, e eu jamais vou aceitar ser bancado por político”, concluiu.
De acordo com Roque, estão parados caminhões que transportam carga seca, como perfumes, roupas, feijão, soja, milho, trigo, frutas e verduras, combustível, argamassa. Os caminhões com ração para suíno, leite a granel, remédios, oxigênio e alimentos para hospital e transporte de lixo circulam normalmente.
Fecam não reconhece paralisação
A Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul (Fecam) não reconhece a paralisação desta segunda-feira. "São caminhoneiros denominados autônomos, mas na maioria dos piquetes há manifestantes pertencentes a pequenas empresas de transporte”, afirmou em nota. Além disso, a federação repudiou o pedido de impeachment ou afastamento da presidente Dilma Rousseff por parte deste grupo.
No entanto, a Fecam reconhece que o “momento não está fácil, pelo contrário, a situação dos caminhoneiros autônomos está muito complicada, com fretes baixos, combustível alto, falta de local para descanso e insumos cada vez mais caros”, declarou.
Confira as rodovias que apresentam paralisações:
• ERS 122 – Km 68 – entre as cidades de Farroupilha e Caxias do Sul
• ERS 344 – Km 104 – Entre Ijuís
• RSC 287 – Km 104 – Santa Cruz do Sul
• BR 116 – Km 40 e 66 – Vacaria e Pelotas
• BR 285 – Kms 273, 337, 497 e 301– Mato Castelhano, Carazinho e Entre Ijuís e Passo Fundo
• BR 386 – Km 5 e km 134 – Soledade e Sarandi
• BR 392 – Km 66 – Pelotas
• BR 472 – Km 155,6 e 168 – Santa Rosa
Caminhoneiros em greve param nos acostamentos
Motoristas se concentram em diversos pontos de rodovias gaúchas