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Caminhoneiros pretendem manter protestos até quinta-feira

Motoristas bloquearam trechos das BRs 101, 392, 116 e 472 desde a noite de segunda

Alguns caminhões que tentaram seguir viagem, foram apedrejados
Alguns caminhões que tentaram seguir viagem, foram apedrejados Foto : Vinícius Roratto
Os caminhoneiros que participam dos protestos da categoria em diversas rodovias federais do Rio Grande do Sul pretendem manter os bloqueios nas estradas até esta quinta-feira. Os motoristas promovem mobilização em solidariedade a uma campanha nacional organizada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBM), que pede a aprovação da minuta do projeto da Lei do Motorista.

Outras demandas da categoria são o subsídio no preço do óleo diesel e isenção para caminhões do pagamento de pedágios nas rodovias do País, a fim de baratear preços dos alimentos e produtos, além da criação da Secretaria do Transporte Rodoviário de Cargas. Nos bloqueios, todos os caminhoneiros são obrigados a parar e somente os carros de passeio são liberados.

A BR 101 em Três Cachoeiras, no Litoral Norte, está interrompida nos dois sentidos no km 22, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os policiais rodoviários registram ao menos dois quilômetros de congestionamento nas duas direções da rodovia. Os motoristas que se deslocam pela estrada precisam acessar um desvio pela Estrada do Mar até Terra de Areia.

No local, o policial rodoviário Paulo Ricardo de Oliveira relatou que houve conflitos na noite dessa segunda-feira porque alguns caminhoneiros que queriam seguir viagem foram impedidos de trafegar. "Temos a informação de que alguns caminhões foram atingidos por pedras, mas não conseguimos identificar o autor do crime", afirmou ao Correio do Povo.

O presidente da Associação de Proprietários de Caminhão São Cristóvão e Empresarial, Ilso Lessa, tem 63 anos dos quais 40 foram vividos nas estradas do Rio Grande do Sul. "A nossa luta também quer a criação de mais paradas para o descanso dos motoristas, além de uma jornada de 14 horas e oito de descanso", explicou.

O mandatário da Associação de Proprietários de Caminhão de Três Cachoeiras, Nelson Selau, relatou a dificuldade dos caminhoneiros para realizar uma viagem com excesso de custos. "Uma viagem até o Rio de Janeiro, por exemplo, custa R$ 700. Quando o caminhão está vazio, poderiam nos isentar no pedágio. Nós só vamos deixar as estradas quando recebermos uma atenção da Dilma", finalizou. Ainda na BR 101, os motoristas bloquearam o km 83 da rodovia, em Torres.

Apedrejamento e bloqueio


Em Pelotas, a PRF registrou trânsito interrompido em diversos kms da BR 392. O tráfego de veículos está bloqueado nos kms 62, 66,3, 118,4 e do 116 ao 529 desde a noite dessa segunda-feira. Cerca de 50 manifestantes queimaram pneus na estrada. É permitida somente a passagem de veículos de passeio, inclusive existe apedrejamento de veículos em todo o trecho.

Na cidade de Canguçu, no km 118 da BR 392, segue a interrupção da estrada nos dois sentidos por cerca de 60 manifestantes, com queima de pneus sobre a pista. Também há apedrejamento no decorrer do trecho.

Em Capão do Leão, no km 529 da BR 116, às 7h, os motoristas interrompem o tráfego na rodovia com queima de pneus. Veículos que tentam romper o bloqueio são apedrejados. Em Santa Rosa, no km 165 da BR 472, também há bloqueio do Movimento dos Caminhoneiros.
 
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