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Caminhoneiros reivindicam tabela para mínimo do frete

Segundo representante da União Brasil Caminhoneiros, definição daria segurança financeira

Segundo representante da União Brasil Caminhoneiros, definição daria segurança financeira
Segundo representante da União Brasil Caminhoneiros, definição daria segurança financeira Foto : André Ávila
O representante da União Brasil Caminheiros, Oscar Lima, disse nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Guaíba, que a paralisação deflagrada hoje é organizada pelos próprios caminhoneiros e apoiada pelos sindicatos. A reivindicação desta vez é a de uma tabela para o mínimo do frete dos trabalhadores da categoria. Segundo Lima, esta definição daria mais segurança financeira aos caminhoneiros.

“Nós não estamos preocupados com o preço do pedágio, nós estamos preocupados é com a tabela do mínimo do frete do caminhoneiro”, disse Lima. A categoria quer um mínimo de R$ 0,75 por eixo e valores diferentes de acordo com o tipo de caminhão. Segundo o representante, sem a tabela “não há respeito”. “Queremos fazer um planejamento. Saber quanto vamos receber, quanto vamos gastar e quanto vai sobrar no fim do mês. Os caminhoneiros estão desesperados”. Lima deu o exemplo do transporte público e dos táxis, que tem tabelas fixadas pelo município. “Porque o caminhoneiro não pode ter uma tabela?”, questionou.

Segundo ele, o resultado da última greve, deflagrada em fevereiro, não deu o resultado esperado para a categoria e, por isso, eles voltaram a parar nesta semana. “Nós reivindicamos há 32 anos uma tabela de frete mínima”, completou. “Nós não queremos que as tragédias se repitam (se referindo a morte de um caminhoneiro durante as manifestações fevereiro), nós queremos que a categoria seja respeitada”, concluiu.