O representante da União Brasil Caminheiros, Oscar Lima, disse nesta quinta-feira, em entrevista à Rádio Guaíba, que a paralisação deflagrada hoje é organizada pelos próprios caminhoneiros e apoiada pelos sindicatos. A reivindicação desta vez é a de uma tabela para o mínimo do frete dos trabalhadores da categoria. Segundo Lima, esta definição daria mais segurança financeira aos caminhoneiros.
“Nós não estamos preocupados com o preço do pedágio, nós estamos preocupados é com a tabela do mínimo do frete do caminhoneiro”, disse Lima. A categoria quer um mínimo de R$ 0,75 por eixo e valores diferentes de acordo com o tipo de caminhão. Segundo o representante, sem a tabela “não há respeito”. “Queremos fazer um planejamento. Saber quanto vamos receber, quanto vamos gastar e quanto vai sobrar no fim do mês. Os caminhoneiros estão desesperados”. Lima deu o exemplo do transporte público e dos táxis, que tem tabelas fixadas pelo município. “Porque o caminhoneiro não pode ter uma tabela?”, questionou.
Segundo ele, o resultado da última greve, deflagrada em fevereiro, não deu o resultado esperado para a categoria e, por isso, eles voltaram a parar nesta semana. “Nós reivindicamos há 32 anos uma tabela de frete mínima”, completou. “Nós não queremos que as tragédias se repitam (se referindo a morte de um caminhoneiro durante as manifestações fevereiro), nós queremos que a categoria seja respeitada”, concluiu.
Caminhoneiros reivindicam tabela para mínimo do frete
Segundo representante da União Brasil Caminhoneiros, definição daria segurança financeira