O tema da campanha é “Não desvie o olhar. Fique Atento. Denuncie. Procure o Conselho Tutelar ou disque 100”. O disque 100 é um serviço da Secretaria de Direitos Humanos que recebe denúncias anônimas de crimes de exploração. O serviço funciona 24 horas. Apenas no ano passado, foram registrados mais de 124 mil casos envolvendo crianças e adolescentes. O maior número ficou concentrado em São Paulo, com 17.990; seguido pelo Rio de Janeiro, com 15.635, e a Bahia, com 10.957. Em relação ao Rio Grande do Sul, foram registradas 6.269 denúncias. Para a ministra, o crescimento das ocorrências é uma demonstração de que a população está mais consciente e ativa.
A mesma avaliação é feita pela presidente do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, Mariza Alberton. “Progredimos muito nesta luta. Antes o assunto era tabu e ninguém aceitava que esses crimes ocorriam. Agora, as pessoas já identificam e denunciam e as crianças também estão mais atentas”, afirmou ela.
Ao avaliar a potencialidade da campanha, a ministra considerou este um ensaio geral para a mobilização que será feita durante a Copa do Mundo. “Não aceitamos ser um país com exploração sexual de crianças e adolescentes. E na Copa estaremos presentes com força para fazer a diferença”, afirmou. Neste sentido, foram articulados centros de atendimentos nos municípios que sediarão jogos e naqueles que estarão ligados ao evento, como os que receberão seleções ou têm potencial turístico.
No lançamento, também realizado ao longo da semana em outras capitais, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Salvador, foram distribuídos materiais informativos ao público. A campanha conta com a parceria dos estados, municípios e organizações da sociedade civil. Prestigiaram o evento os secretários estaduais de Direitos Humanos, Fabiano Pereira, e de Políticas para as Mulheres, Ariane Leitão, e o diretor da Estação Rodoviária, Giovanni Luigi.