Segundo o presidente da SBOT, Osvandré Lech, é preciso haver uma mobilização para acabar com a tragédia que se tornou o trânsito. Ele ressaltou que é possível reduzir os índices de mortes e de acidentes com três gestos: o uso do cinto de segurança, a obediência aos limites de velocidade e o não uso de bebidas alcoólicas.
Além das mortes, o presidente lembrou que o número de vítimas que ficam com sequelas permanentes é grande. Para cada vítima fatal, outras oito ficam gravemente feridas. Esses índices geram grande impacto sobre o serviço de saúde do país e também provocam uma série de transtornos à vida das vítimas, que acabam tendo que se adaptar a novas realidades.
Outro dado alarmante é o gasto com trânsito no Brasil em função dos acidentes que giram em torno de R$ 30 bilhões por ano. Para o presidente da SBOT, existem dois caminhos para que a postura das pessoas em relação ao trânsito mude. A primeira é investir na educação no trânsito infantil e a outra é ampliar a punição aos que cometem infrações.
Emocionada, Capitolina Correa de Andrade participou da caminhada para lembrar a dor que o trânsito provocou na sua vida. Ela perdeu o filho Rodrigo, de 29 anos, em julho deste ano, em um acidente na BR 116, quando ele e um amigo retornavam de São Leopoldo em direção a Esteio. “É uma dor injusta e muito grande e que ninguém supera”, afirmou.
Centenas de pessoas, muitos familiares de vítimas do trânsito, pediam paz | Foto: Cristiano Estrela