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Campanha incentiva uso de cinto por passageiros de táxis na Capital

Medida pode reduzir em até 80% risco de lesões em caso de acidente

Foi lançada na manhã desta terça-feira uma campanha para incentivar os passageiros a utilizarem cinto de segurança no banco traseiro dos táxis em Porto Alegre. Para marcar o lançamento, o início da ação ocorreu no Largo Vespasiano Julio Veppo, junto à Estação Rodoviária da Capital. A iniciativa é uma parceria do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran/RS), Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Federação dos Taxistas e Transportadores Autônomos de Passageiros do RS (Fecavergs) e Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintaxi).

A mobilização tem como objetivo reduzir a possibilidade de ferimentos graves em função de acidentes de trânsito. Estudos apontam que a redução no risco de lesões é entre 50% e 80%, com o uso do cinto. Para sensibilizar os passageiros, serão distribuídos cerca de 9 mil kits com uma capa para o encosto do banco do passageiro, informando sobre a importância do cinto e a maneira correta de uso.

Segundo o diretor técnico do Detran/RS, Ildo Mário Czinvelski, a utilização do cinto pode representar a sobrevivência em um acidente. Ele lembra que uma pesquisa feita em 2011 em São Paulo mostrou que 96% dos motoristas dirigiam com cinto, mas apenas 21% dos adultos que estavam no banco de trás o utilizavam. Já quando se tratava de crianças, o índice aumentava para 54%.

Ele recordou ainda que, como a utilização do cinto é obrigatória, o não uso pode resultar em multa grave, com pagamento de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira. No Estado, em 2010, foram registradas mais de 108 mil infrações desse perfil. Já no ano passado, o número aumentou para 127 mil. Nos primeiros quatro meses deste no, já foram registradas quase 47 mil infrações por falta do uso do cinto.

O presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, contou que os agentes de fiscalização vão atuar na distribuição dos kits, para conscientizar os passageiros. Ele ressalta a importância de estimular esse comportamento.

O presidente da Fecavergs, Moacir da Silva, acredita que ainda exista um receio muito grande do passageiro em relação ao uso do cinto quando está no banco de trás. “Já ocorreram casos de o passageiro sair do veículo por não querer colocar o cinto. Acreditamos que é uma questão de cultura e educação”, avaliou.

Segundo o responsável pelo ponto de táxi da Rodoviária, Celso Rovani, em muitas situações taxistas já estão se recusando a sair do ponto se o passageiro não estiver utilizando devidamente o cinto. “Se não, a multa recai sobre o condutor”, lembrou.

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