A novidade da campanha deste ano é a ampliação do público-alvo infantil. Na edição passada, apenas as crianças de seis a 23 meses recebiam a vacina. Este ano a faixa etária foi estendida até os 4 anos. As crianças precisarão tomar duas doses da vacina, sendo a segunda administrada nos postos de saúde 30 dias após a primeira. Para os portadores de doenças crônicas é necessária a apresentação de prescrição médica com a indicação do imunizante. Mulheres no pós-parto devem apresentar algum documento que comprove terem dado à luz no período previsto pela campanha.
A vacina é segura e é a melhor forma de evitar doenças graves, internações ou mesmo óbitos por complicações associadas à gripe. Estudos demonstram que a imunização pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. Pessoas febris, portadores de doenças neurológicas, com história de alergia grave relacionada a ovo e reação a doses anteriores devem consultar um médico antes de tomar a vacina.
No Rio Grande do Sul
Neste ano aumentou o número de vacinas disponíveis para o Rio Grande do Sul. São mais de 3,8 milhões de doses para a imunização, o que representa um aumento de 700 mil em comparação com o ano passado. Em 2013, foram vacinadas 3 milhões de pessoas no Estado.
Públic-alvo da campanha:
Crianças maiores de 6 meses e menores 5 anos: 593 mil
Pessoas acima dos 60 anos: 1,4 milhão
Gestantes: 103 mil
Puérperas (mulheres até 45 dias após o parto): 17 mil
Indígenas aldeados: 21 mil
Doentes crônicos: 1,2 milhão
O acréscimo nas doses neste ano é devido à ampliação na faixa etária das crianças, que agora passa a ser para até as menores de cinco anos, e uma parcela maior destinada às pessoas com doenças crônicas.
Os grupos prioritários são escolhidos levando em conta as pessoas com mais chances de desenvolver complicações a partir da gripe. A meta é alcançar uma cobertura de 80% em cada grupo. Também recebem a dose os indígenas que vivem em aldeias; os profissionais de saúde, que se vacinam nos próprios locais de trabalho; e a população privada de liberdade, devido aos altos índices de doenças respiratórias.
* Com informações da Secretaria da Saúde do RS