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Campanha para reduzir acidentes é reforçada em Porto Alegre

Desenho de uma mão foi pintado em um cruzamento do bairro Menino Deus

Campanha do Novo Sinal de Trânsito ganha reforço na Capital
Campanha do Novo Sinal de Trânsito ganha reforço na Capital Foto : Ricardo Giusti / PMPA / Divulgação
A campanha do Novo Sinal, promovido pela Prefeitura de Porto Alegre, começou uma nova etapa nesta terça. Junto às faixas de segurança em que não há semáforo será pintado o símbolo da campanha: a mão aberta. A ideia é reforçar com os pedestres e motoristas a importância de as pessoas esticarem o braço e aguardarem o condutor parar o veículo antes de atravessar com nas faixas de segurança. Mais de 600 símbolos serão pintados na cidade.

Os primeiros símbolos foram pintados no cruzamento entre as ruas Getúlio Vargas e Marcílio Dias, no bairro Menino Deus. Para reforçar a ação, agentes de fiscalização da EPTC estiveram no local distribuindo material informativo e conversando com os pedestres e motoristas. Apesar de a grande maioria das pessoas aderirem às orientações, os agentes enfrentaram resistência por parte de alguns pedestres que rejeitaram a ideia de passar pela faixa de segurança.

O objetivo da campanha, lançada em setembro de 2009, é reduzir os atropelamentos e acidentes de trânsito. Segundo o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, a resistência existe. “A nova etapa tem como objetivo ampliar a conscientização e reverter essa situação. Sabemos que não será rápido”, disse, lembrando o período de adaptação do uso do cinto de segurança. “No início houve rejeição, mas com o tempo as pessoas se adaptam”, ressaltou Cappellari.

A EPTC também comemorou os resultados positivos com a campanha do Novo Sinal. No seu primeiro ano houve uma redução de 17% no número de mortes por atropelamentos na Capital. Em 2010, 63 pessoas morreram atropeladas e no ano anterior foram 78. Até agora, em 2011, 11 pessoas perderam a vida nesta situação. “Esperamos que a conscientização aumente e que todos saibam que no trânsito de Porto Alegre o pedestre tem preferência. Ele é a parte mais frágil”, afirmou ele.


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