Com roteiros pré-definidos pelos bairros Bom Fim, Mont’Serrat e Rio Branco, os voluntários tomavam conta das ruas, com o apoio de carro de som, pedindo à população para fazer as suas doações. Em poucos minutos, moradores apareciam nas janelas e muitos jogavam sacos com roupas, cobertas e sapatos. Cada aparição e doação se tornavam em uma festa particular, já que os jovens vibravam e, em seguida, faziam uma salva de palmas.
Outras pessoas optavam por descer de seus apartamentos e entregar pessoalmente os itens aos voluntários. “Muitas vezes eles querem fazer as doações, mas não sabem aonde ir ou não conseguem tempo. Batendo em porta e porta é mais simples e a adesão é surpreendente”, contou o rabino Daniel Presmon, que também atuou na organização da ação. Parte da iniciativa foi articulada pelas redes sociais. Além disso, diferente do ano passado em que o grupo contratou caminhões para recolher as roupas, desta vez a Prefeitura apoiou a mobilização, cedendo cinco veículos.
Representante geral da Agência Judaica no Brasil, Revital Poleg, veio a Porto Alegre especialmente para acompanhar a ação e se surpreendeu. “É ótimo ver um ativismo social dessa grandiosidade. Ainda mais com a participação de tanto jovens. É a representação da importância da coletividade, em que se recebe e se dá”, afirmou.