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Candiota ainda contabiliza estragos causados pelas chuvas

Nos primeiros 23 dias do mês, já choveu 510 milímetros, quase quatro vezes a média histórica do mês

A prefeitura municipal de Candiota, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e a Comissão Municipal de Defesa Civil realizam um levantamento dos estragos causados pelas chuvas do mês de novembro. Segundo dados da Companhia Riograndense de Mineração, nos primeiros 23 dias do mês, já choveu 510 milímetros, quase quatro vezes a média histórica do mês e um pouco menos da metade da média anual no município, que gira em torno de 1,2 mil milímetros.

A maior parte dos prejuízos concentra-se nos cerca de 300 quilômetros de estradas e corredores do interior. Conforme o secretário de Obras Públicas, Artêmio Parcianello, há 80 pontos com problemas.

Além disso, houve o rompimento da cabeceira da ponte que liga os assentamentos Companheiro João Antonio e Paraíso. A cabeceira da ponte do Passo dos Carros apresenta problemas, assim como as pontes dos arroios Poacá e Quebra Junco.

O rompimento da taipa de uma barragem no Assentamento Oito de Agosto acabou afetando a estrada que leva ao Assentamento Pioneiros.

Na área da produção, levantamento feito pelos técnicos Carlos Humberto Oliveira Alves, do Escritório Municipal da Emater de Candiota, e Francisco de Assis Cavaliere Molina, da Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos Ltda (Cooptec), afirma que as condições de clima verificadas nos últimos 12 meses, com estiagem, vendavais e chuvas acima das médias “têm comprometido o sustento das famílias que vivem no interior, bem como a possibilidade de novos investimentos e a capacidade de honrarem seus compromissos”. Acentua, ainda, que “as baixas temperaturas registradas durante o inverno, com grande número de geadas, somadas ao outono extremamente seco, dificultam a manutenção dos animais durante o período”.

Informa, também, que os ventos fortes de setembro, com velocidade próxima de 130 km/hora, “além de ter causado estragos em máquinas e equipamentos, nas lavouras e nas redes elétricas, causou prejuízos às famílias desde atividades econômicas até perdas de gêneros alimentícios, como carne, leite e derivados, estimado em cerca de R$ 3 milhões”.