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Canjiquinha com costela de ovelha é o vencedor do 1º Concurso de Comida Campeira

Evento foi promovido pelo Piquete Correio do Povo – Grupo Record RS no Acampamento Farroupilha

Premiação ocorreu no Piquete do Correio do Povo
Premiação ocorreu no Piquete do Correio do Povo Foto : André Ávila
O prato de canjiquinha com costela de ovelha, acompanhada de arroz, couve e bacon, do Piquete Panela de Gancho, foi o grande vencedor do 1º Concurso de Comida Campeira, promovido pelo Piquete Correio do Povo – Grupo Record RS, montado no Acampamento Farroupilha, no Parque da Harmonia, em Porto Alegre. Em segundo lugar ficou com o charque com moranga, do Piquete Louko de Gaúcho, enquanto a terceira colocação coube ao entrevero na moranga, com arroz verde, farofa de erva-mate e feijão mexido, do Piquete Sangue Nativo. A entrega dos troféus, idealizados pela diretora de Marketing e Multimídia do Grupo Record RS, Aline Storchi, ocorreu durante o programa Rio Grande no Ar, exibido entre 6h30min e 8h30min desta sexta, direto do Acampamento Farroupilha.

O responsável pela canjiquinha com costela de ovelha, junto com os acompanhamentos, foi Valter Xavier dos Santos, de 68 anos, do Piquete Panela de Gancho. Ele revela que o prato costumava ser frequente nas refeições de sua família, “numerosa”, na terra natal Caçapava do Sul. “Era feito de ovelha ou carne de porco”, recorda, acrescentando que a comida tem “um pouco da minha infância”.

Todos os 15 participantes 1º Concurso de Comida Campeira participaram do programa Rio Grande no Ar Especial e aguardaram com expectativa o anúncio dos vencedores. Três dos quatro jurados também acompanharam a entrega dos troféus: Alexandre Mota (apresentador do Balanço Geral da TV Record), Dico Reis (repórter da Rádio Guaíba) e Otávio Souza Capuano (professor, tradicionalista e especialista em comida campeira). Já Landro Oviedo (editorialista do Correio do Povo) não pode estar presente.

Os apresentadores do programa Rio Grande no Ar, André Haar e Gisa Guerra, além dos repórteres Luiz Barbará e Luiza Zanchetta, estavam com roupas típicas gaúchas. A animação ficou por conta do gaiteiro Nairi Callegaro. Já o Galpão Crioulo apresentou danças tradicionais, como a chula e boleadeira.

O Piquete Correio do Povo – Grupo Record, que fica aberto até o encerramento do Acampamento Farroupilha ,neste domingo, dia 22, abriga programações culturais para público adulto e infantil, além de servir como ponto de encontro. Ele está montado em um galpão rústico com telhado de capim santa fé, sendo decorado com elementos da cultura tradicionalista gaúcha. Uma das atrações no local é a exposição sobre erva-mate, mostrando todo o processo de cultivo, preparo, extração e colheita até ser usada no chimarrão.

Desafio dos jurados

O desafio de experimentar e avaliar os 15 pratos típicos gaúchos, foi muito grande para os jurados do 1º Concurso de Comida Campeira, promovido pelo Piquete Correio do Povo – Grupo Record RS. As consequências para eles também foram enormes. “Engordei uns cinco quilos”, calculou o apresentador Alexandre Mota, do programa Balanço Geral da TV Record. “A culinária gaúcha é muita rica mas pouco divulgada no país”, afirma, lembrando que não está arrependido deste aumento de peso obtido durante as provas de degustação dos pratos concorrentes no concurso. Ele ficou impressionado com uma descoberta: as farofas de pinhão e de erva-mate. “Não imaginava que existisse algo assim”, declarou o apresentador, que nasceu em Santo André, em São Paulo, e reside há seis anos em Porto Alegre.

Dico Reis, Repórter da rádio Guaíba, também ficou surpreso com a farofa de erva-mate. “O amargo dela não sobressai na comida”, percebeu, admitindo que “nunca tinha visto” algo igual. Ele estima que acrescentou cerca de três quilos no peso com a degustação dos pratos no concurso, ocorridas durante cinco dias. “Eram três pratos em cada dia”, ressaltou.

Para Otávio Souza Capuano, professor, tradicionalista e especialista em comida campeira, a riqueza da gastronomia gaúcha é resultado de várias influências, inclusive portuguesa, africana, alemã e italiana, entre outras. “Muitas pessoas acham que é apenas carreteiro e churrasco”, observa. O estudioso cita como exemplo o arroz que possui mais de 40 pratos diferentes feitos com ele no RS.


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