A coordenadora do Núcleo de Indicadores Sociais e Ambientais da FEE, Clitia Martins, alertou que boa parte dos locais considerados críticos estão próximos às bacias hidrográficas, principalmente sobre o Rio dos Sinos, Baixo Jacuí, Rio Gravataí e Guaíba. “Qualquer tipo de acidente pode causar uma catástrofe e inviabilizar o abastecimento”, explicou. O crescimento econômico vem acompanhado de poluição, segundo o economista da Fundação, Ely Mattos. “É importante mostrar à sociedade esse indicador para que se possa refletir sobre o que é o desenvolvimento”, disse.
Os pesquisadores avaliaram e classificaram as cidades e as regiões de duas formas. A primeira mediu o Índice de Dependência das Atividades Potencialmente Poluidoras (Indapp), que observa a concentração industrial em cada município. Já o Índice de Potencial Poluidor da Indústria (Inpp) serviu para mostrar o impacto de cada cidade sobre o potencial poluidor total do Estado. “Ressaltamos que os indicadores não medem o grau de poluição e sim o potencial”, salientou Clitia.
O Indapp do Rio Grande do Sul passou de 0,8252, em 2002, para 0,8507, em 2009. O Inpp também apresentou elevação. Nos três primeiros anos da série, o crescimento do Inpp foi de 88,2870 (2002) para 89,6970 (2003) e 96,1575 (2004). O aumento está relacionado ao da Valor Adicionado Bruto (VAB) da indústria extrativa e de transformação. O decréscimo da produção resultou no declínio gradual do índice, que foi de 91,0006 (2005) para 89,3198 (2006).
Na comparação entre as cidades, Triunfo, Canoas e Caxias do Sul ficaram no topo do ranking de 2002 até 2007. Já em 2008, Canoas passou a ocupar o primeiro lugar, que antes era de Triunfo, e se mantém na posição. Porto Alegre estava no quarto lugar, mas foi passada por Gravataí em 2007.
O Inpp de Canoas em 2009 foi de 13,1238, representando 14,9% da participação no Estado. Triunfo registrou 8,5163 (9,7063%), Caxias do Sul marcou 8,5138 (9,7035%), Gravataí ficou com 5,8698 (6,6900%) e o índice em Porto Alegre foi de 4,6679 (5,3202%).