Segundo a titular da SMDUH, Jociane Gasparetto, as ações de fiscalização são fundamentais porque as invasões são iminentes e extremamente rápidas. “Tradicionalmente, há ocupação das margens das rodovias federais em todo o País. Neste caso, a preocupação é maior porque coloca em risco a vida das pessoas e as condições do Parque, que é de proteção ambiental”, explicou a secretária.
Para viabilizar a construção da rodovia foi promovido um grande trabalho social e de remoção de famílias que moravam na região do dique no bairro Rio Branco. Ao todo, serão 600 famílias retiradas. Deste total, 263 já estão nas casas definitivas, 90 nos abrigos de passagem e o restante ainda espera a remoção. O morador Sebastião Francisco é um dos que espera a saída do bairro Rio Branco. Ele reside com a família quase às margens da rodovia. “A última previsão é para o final de fevereiro. Enquanto isso, seguimos esperando”, afirmou.
Sobre o perfil dos invasores, a responsável pela secretaria destacou que muitas pessoas vêm de outros bairros de Canoas ou de outros municípios. “Eles ocupam as áreas proibidas e assim tentam entrar no programa de habitação promovido pelo governo”, explicou Jociane, ressaltando que o trabalho com a comunidade do entorno da rodovia começou há três anos.
Para manter o monitoramento das margens da rodovia foi instalada uma cerca metálica. E, em breve, o acesso às margens serão bloqueadas por portões. “Queremos dificultar o acesso à rodovia e evitando possíveis acidentes”, explicou. O alerta é grande porque era comum a travessia pela área onde atualmente está a BR pelos moradores para chegarem ao rio.
Em relação ao controle de invasões, a população também pode ajudar. A prefeitura destinou o telefone 153 para receber informações sobre irregularidades nas regiões de preservação e diques.