Os congestionamentos verificados no trecho Novo Hamburgo-Porto Alegre da BR-116 têm levado os motoristas à buscarem itinerários alternativos para escapar dos tradicionais “para-e-arranca”. Uma das rotas de fuga para acessar a Capital passa pela avenida Guilherme Schell, em Canoas. O número excessivo de caminhões e carretas que cruzam diariamente pela via urbana provoca a deterioração do asfalto.
O mesmo problema é verificado em trechos das avenidas Ernesto Neugebauer e A. J. Renner, no bairro Humaitá. “A situação está terrível. Os problemas são tantos que já não bastam intervenções emergenciais do tipo tapa-buracos”, salientou o secretário municipal de Obras de Canoas, Alcy Paulo de Oliveira, o Cica.
Na tentativa de solucionar o problema, Cica projeta recapear a avenida - das imediações do Parque Eduardo Gomes até o acesso à ponte sobre o rio Gravataí. A espessura da camada asfáltica, que hoje tem apenas três centímetros, ficará com nove centímetros quando os trabalhos forem concluídos. “Com a revitalização completa esperamos garantir uma vida útil de seis anos para a pavimentação”, projetou. De acordo com o secretário, o pavimento da Guilherme Schell vem se deteriorando com frequência por conta do elevado tráfego de caminhões, incluindo bitrens e tombadeiras carregadas com areia. “Não há asfalto que suporte tanto peso”, observou.
A Prefeitura vem adquirindo asfalto de um fornecedor de Portão, desembolsando R$ 188,00 por tonelada. A expectativa é de que, nos próximos dias, a Usina de Asfalto possa entrar em operação e, com isso, o custo seria reduzido em R$ 73,00 por tonelada. “Estamos apenas aguardando uma licença da Fepam”, explicou. Segundo ele, os problemas são maiores no sentido Canoas-Porto Alegre. “O custo com manutenção é elevado. O quadro é tão precário que efetuar tapa-buracos representaria desperdício de dinheiro público”, assinalou.
O secretário revelou que, recentemente, a Prefeitura revitalizou os dois sentidos da ponte até a confluência da Guilherme Schell com a avenida Ernesto Neugebauer, na Capital. A balconista Jéssica Resmin, 19, avaliou a situação como insustentável. Ela trabalha em uma loja de artigos esportivos localizada na Guilherme Schell e, devido ao excesso de poeira, todos os produtos expostos na vitrine ou no interior do estabelecimento estão embalados com plástico. “Do contrário, perdemos as mercadorias”, frisou.
Na Ernesto Neugebauer e A. J. Renner o quadro não é diferente. A situação piora quando chove, pois os buracos ficam cheios de água. “Os caminhões, que estão destruindo nossas avenidas, deveriam ser impedidos de trafegar em vias urbanas”, disse o comerciante Ícaro Bueno, 47. A Divisão de Conservação de Vias Urbanas da Capital tem as ações definidas a partir de calendário previamente elaborado a partir de solicitações e vistorias diárias. São destinados, anualmente, entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão para a recuperação da pavimentação. Diariamente são utilizadas, em média, 25 a 50 toneladas de asfalto na recuperação de ruas e avenidas.
Canoas estuda recapear a deteriorada avenida Guilherme Schell
Via é muito procurada como alternativa ao trânsito da BR-116