A adesão à greve dos médicos peritos do INSS no Rio Grande do Sul é de 18%, revelou um balanço da Superintendência do Instituto. De um total de nove gerências, a de Canoas é a que apresentou, até agora, o maior percentual de profissionais parados: 20 dos 41 médicos (49%) aderiram à greve. Em todo o Estado, há 318 peritos. Conforme o levantamento, 57 deles cruzaram os braços.
Ainda de acordo com o balanço do INSS, dos 46 médicos da gerência de Porto Alegre somente sete pararam de trabalhar. Em Ijuí, há 12 grevistas para um total de 32 médicos. Em Novo Hamburgo, 14 dos 34 profissionais aderiram à paralisação. Em Pelotas, três médicos de um total de 27 entraram em greve. Em Caxias do Sul, dos 30 peritos, só um paralisou. O INSS garante que em Passo Fundo, Santa Maria e Uruguaiana, ninguém parou de trabalhar.
No início da noite, a assessoria de imprensa do Instituto reiterou que a greve deflagrada na quinta-feira não compromete o atendimento à população, nem exigiu, até agora, a remarcação de perícias.
A Associação Estadual dos Médicos Peritos debaterá os rumos da greve na próxima segunda-feira, na sede do Sindicato Médico do Estado (Simers). Conforme o presidente da entidade, Francisco Luciani, é inaceitável que o agendamento de perícias esteja levando 30 dias mesmo com a menor demanda dos últimos cinco anos, atribuída à boa fase da economia brasileira.
Os médicos peritos no Estado cumprem jornada de oito horas e recebem salário líquido R$ 6,5 mil. A reivindicação é por R$ 7,5 mil líquidos e cinco horas de trabalho. Outro pleito da categoria é por mais segurança, já que são frequentes as agressões a profissionais. Em nível nacional, nos ultimos três anos ocorreram dois assassinatos de peritos.
Canoas tem a maior adesão do Estado à greve dos médicos peritos
Balanço do INSS apontou que o movimento tem adesão de 18% no Estado