Capão da Canoa parece uma ilha de prédios entre a Lagoa dos Quadros e o Oceano Atlântico. São muitos edifícios, principalmente na área central. Para a corretora de imóveis Marli de Brito, a cidade está com a capacidade esgotada para receber grandes empreendimentos imobiliários, mas ainda há muitos imóveis novos à venda ou em construção. “Não existem grandes construtoras com grandes financiamentos bancários. Cada edifício é construído por um pequeno investidor, que não faz empréstimo bancário”, explica.
É o próprio construtor que financia a venda, baseado no Índice Nacional da Construção Civil (INCC) menor que o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) mais 1%, que é o usado nos imóveis em Porto Alegre. “Isso torna o imóvel cerca de 15% ao ano mais barato para quem compra”, compara. Um apartamento de 129 m², com dois quartos e vaga de estacionamento pode ser adquirido a partir de R$ 300 mil.
A corretora de imóveis Noêmia Reckziegel esclarece que a cidade está com sua capacidade de saneamento esgotada, no entanto. “Cresceu sem planejamento. São mais de 450 mil habitantes no verão e é preciso proteger tanto a lagoa quanto o oceano. Não dá para simplesmente jogar o esgoto na água sem tratamento, e tratar esgoto é caro”, avalia.
Capão da Canoa se transforma em "ilha de prédios" no Litoral Norte
Exploração imobiliária pressiona rede de saneamento e transporte da cidade