Os 380 litros que escorreram para a água atingiram a região do cais da Transpetro e da Yara Brasil Fertilizantes e a margem do estuário da Lagoa dos Patos na chamada Vila das Barraquinhas. Neste último local, o óleo preto e grosso ficou retido na água, pedras e redes, além de atingir embarcações dos pescadores lá residentes. Os pescadores que tiveram barcos e redes atingidos estão preocupados. Disseram que as redes ficarão inutilizadas, pois esse óleo "cola" e não sai, e a pintura dos barcos ficará estragada. Além disso, estão impossibilitados de pescar no local, como costumam fazer.
A Capitania dos Portos mobilizou helicópteros, pela manhã, para verificar a extensão da mancha e mantém lanchas na área para monitorar a situação. A Petrobras colocou barreiras de contenção em torno da área atingida para captar o produto e evitar que o bunker se espalhe. Também fará a limpeza do espaço atingido. A mancha tem aproximadamente 300 metros quadrados, segundo a Capitania, que recolheu amostras do óleo para confrontar com o do tanque do navio. "Estamos iniciando um processo administrativo para apurar responsabilidades e autuando a empresa que afretou o navio (Petrobras)", relatou o capitão dos portos do Rio Grande do Sul, Sérgio Luiz Correia de Vasconcelos.
O Pelotão Ambiental tem a informação de que aproximadamente 1.500 litros vazaram do tanque do Baltic Champion.