A outra carcaça foi encontrada quarta-feira no balneário Guarani, em Capão da Canoa. “Devido à decomposição, não há como apurar a causa da morte. Igualmente não foi possível coletar material e tecido para análise genética”, explicou.
De acordo com o biólogo, a presença de baleias-franca é comum na orla gaúcha. A espécie realiza migrações sazonais entre as áreas de reprodução, onde permanece durante os meses de inverno e primavera, e as áreas de alimentação, onde fica no verão. No Atlântico Sul Ocidental, as principais áreas reprodutivas são as águas costeiras da Península Valdés, Argentina, e o sul do Brasil, especialmente Santa Catarina e Rio Grande do Sul. “Existem evidências de nascimentos e acasalamento também na costa gaúcha, onde podem ser observadas principalmente de agosto a outubr”, assinalou.
Tavares ainda revelou que, na quinta-feira, PMs do 3º Pelotão Ambiental de Xangri-Lá localizaram um filhote de leão-marinho com a cabeça envolta em uma rede de pesca com malha 9, utilizada para a captura de anchovas. O animal foi encaminhado ao Ceclimar, onde permanecerá em observação até a próxima semana, quando será devolvido ao mar. “Antes de retornar para a praia, suas condições físicas e de saúde serão avaliadas, inclusive com a realização de exames laboratoriais de análise sanguínea”, enfatizou. O lobo-marinho receberá uma anilha e, desta forma, se retornar à costa, terá sua movimentação acompanhada pelo Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (Gemars).