Por conta do bloqueio da garagem pelos rodoviários na manhã desta segunda-feira, a Companhia Carris Porto-alegrense (Carris) solicitou à Justiça do Trabalho interdito proibitório para assegurar a desobstrução e garantir a saída dos veículos. A direção da companhia anunciou ainda que será cortado o ponto dos funcionários que não se apresentarem para trabalhar. De acordo com a empresa, cerca de 70% dos servidores deste horário estão dispostas a cumprir a jornada de trabalho normalmente.
Desde as primeiras horas desta manhã, as linhas da Carris não estão circulando em Porto Alegre. O motivo, de acordo com os funcionários, é falta de segurança, depois do anuncio de aguartelamento da última sexta-feira. A frota completa da Carris, que está inoperante, é de 383 veículos e 29 linhas, atingindo milhares de passageiros.
Para minimizar o impacto da paralisação dos servidores, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) remanejou ônibus de outros consórcios para atender as linhas T1, T4, T6, T11 e 343 – Campus Ipiranga. Como muitas linhas da Carris não têm semelhantes no sistema, a EPTC sugere que usuários façam integração na área central ou nas principais avenidas. É possível consultar trajetos dos ônibus no site www.poatransporte.com.br ou pelo telefone Fala Porto Alegre - 156.
Esquema especial
O consórcio Conorte está atendendo as linhas T1 e T4 com oito ônibus. Já a STS opera a linha T11 com dez veículos. A Unibus ficou responsável pelas linhas T6 e 343 - Campus Ipiranga também com dez coletivos. As linhas dos consórcios Conorte, Unibus e STS estão circulando normalmente.
Carris aciona Justiça para garantir desobstrução da garagem
Direção anunciou ainda que será cortado ponto dos funcionários que não comparecerem ao trabalho