A gratificação em questão seria paga mediante a obtenção de metas coletivas e individuais de cada trabalhador. Após apresentação de propostas e contrapropostas entre as partes, o parecer definido sugere que R$ 700 sejam pagos até quarta-feira, 5 de dezembro. Até janeiro, haveria o pagamento do restante, ou seja, R$ 300, mas esse valor pode ser alterado, de acordo com as metas alcançadas por cada funcionário.
O acordo aponta ainda que as faltas de sexta-feira e domingo serão abonadas. Já a ausência no sábado deve ser compensada em 2013. Conforme a Carris, a greve provocou um déficit de cerca de R$ 500 mil no faturamento da empresa.
A paralisação
Na sexta-feira, usuários de ônibus de Porto Alegre foram surpreendidos com a paralisação dos servidores da Carris, que ainda na madrugada optaram por realizar o movimento como forma de manifestar insatisfação com a empresa. Entre as reivindicações da categoria estão o excesso de cargos de confiança na empresa, sucateamento da frota e das oficinas, falta de segurança, uniformes de má qualidade, falta de condições para cumprimento dos horários, além do pagamento da gratificação.
O prefeito José Fortunati ingressou na justiça com um pedido de ilegalidade da greve. No mesmo dia, os funcionários rejeitaram acordo com a empresa e com o Ministério do Trabalho, que determinou que o sindicato mantivesse nos postos de trabalho funcionários suficientes para que 70% da frota da Carris pudesse circular nos horários de pico e 50%, nos demais períodos. A decisão foi ignorada pela categoria no sábado.
Também no sábado, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) firmou um acordo para que dez linhas transversais da Carris operassem a partir desta segunda-feira por meio de frota própria ou de ônibus extras, assegurados pelos demais consórcios de coletivos da Capital, o STS, Unibus e Conorte. No domingo, os funcionários atenderam à decisão da Justiça e colocaram nas ruas o contingente mínimo de 50% dos ônibus. Nesta segunda-feira, a medida também está sendo cumprida.