A Carris confirmou ter reavaliado o caso de demissão do servidor Alceu Weber, que havia sido desligado da empresa na última semana. De acordo com a direção da Companhia, o recuo na decisão se deve ao fato de Weber ser líder sindical, o que impede a demissão direta do funcionário, mesmo que por justa causa. Por conta disso, o servidor agora está suspenso das atividades e sem receber salário até que haja uma decisão judicial, ainda sem data definida.
O anúncio da demissão ocorreu na última sexta-feira, sob a alegação de que o representante sindical apresentou um suposto atestado médico falso. Weber era motorista e representante da Comissão de Negociação, além de um um dos candidatos à presidência do Sindicato dos Rodoviários, cujas eleições ocorrem em novembro.
Além da decisão judicial sobre o desligamento de Weber, uma investigação policial vai averiguar se o atestado é falso, o que, nesse caso, configura crime. O líder sindical foi ouvido pela Rádio Guaíba e alegou que o médico que lhe atendeu assinou por outro profissional de saúde.