No local, um grupo de jovens moradores daquela região recebe formação técnica gratuita para reaproveitar computadores antigos. As máquinas utilizadas são provenientes de doações de empresas e de apreensões do Ministério Público. O carro foi desenvolvido a partir de uma ideia que os jovens tiveram de criar um veículo sustentável, produzido a partir de sucata.
“A lataria foi feita com gabinetes de computadores e a parte eletrônica foi executada com o conhecimento adquirido nas oficinas de robótica”, explica o assistente de Tecnologia da Informação Felipe Santos. As impressoras utilizadas são de grande porte, o que permite desenvolver velocidade. A intenção é de que o modelo tenha capacidade para transportar 150 quilos, com velocidade de pelo menos 20km/h.
O próximo passo, segundo Santos, é recondicionar uma Parati, ação que será executada no Centro Social Marista (Cesmar) localizado no bairro Mário Quintana, em Porto Alegre. “A pretensão é de que seja um carro completo”, afirma. Com a exposição em um evento internacional, os responsáveis pela iniciativa esperam poder divulgar a iniciativa e obter parceiros para a continuidade do projeto. “Espero principalmente que as pessoas possam ver o quão importante é o recondicionamento do lixo eletrônico”, observa Santos.
No próprio estande ocupado pelo projeto na Rio+20, pequenos objetos serão recondicionados de modo a demonstrar o potencial de reaproveitamento da sucata eletrônica. “Tudo isso é para mostrar que podemos usar alta tecnologia aliada ao recondicionamento. O equipamento que é considerado descartável pode ser transformando em alguma coisa útil.” O modelo construído em Santa Maria está em exposição no Píer Mauá, na região Portuária do Rio de Janeiro, em um estande de aproximadamente 50 metros quadrados.