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Carroceiros de Capão da Canoa são cadastrados para transportar resíduos

Durante a alta temporada, o volume de lixo produzido na cidade chega a 73 toneladas por dia

Carroceiros receberam orientações sobre trânsito e meio ambiente antes de circular com a nova identificação
Carroceiros receberam orientações sobre trânsito e meio ambiente antes de circular com a nova identificação Foto : Tarsila Pereira
Um grupo de 40 carroceiros foi cadastrado pela Secretaria de Cidadania, Trabalho e Ação Comunitária de Capão da Canoa para transportar resíduos sólidos e restos de podas para o Parque de Máquinas do município. A iniciativa teve início em outubro do ano passado. Cada carroceiro foi identificado com um número e com o logotipo do programa, intitulado Carroceiro Cidadão.

A meta da prefeitura é cadastrar pelo menos 100 trabalhadores, dos mais de 200 que exercem este tipo de atividade no município. Cada um recebe um auxílio de R$ 100 por mês para gastos com o cavalo (medicamentos, ração, ferradura) e uma cesta básica. “A cidade tem muito a ganhar porque vai ver na figura do carroceiro um amigo”, afirma o secretário municipal de Cidadania, Daniel Schwanck. Uma das formas de atrair o carroceiro para o programa é o Tele-carroça (3502-5213), serviço colocado à disposição de moradores e veranistas para que possam contatar o profissional caso necessitem de serviços de frete ou descarte de materiais. O valor é definido sem a interferência do Poder Público.

Antes de começar a circular com a nova identificação, os carroceiros receberam orientações sobre trânsito e meio ambiente dos órgãos municipais. De acordo com Schwanck, um dos objetivos do programa é evitar que os resíduos sejam descartados indevidamente, em vias públicas ou à beira de arroios - o que poderá favorecer o surgimento de doenças. Por isso, houve a necessidade de obter um local licenciado para esta finalidade. “Vimos que sem um lugar para o destino dos resíduos os carroceiros não teriam como trabalhar”, acrescenta o secretário. A iniciativa prevê ainda a colocação de chips nos cavalos.

Carroceiro há 13 anos e identificado no programa com o número 2, Gilmar Machado Constante afirma que a identificação possibilitou uma relação de confiança com os moradores e veranistas. “Antes eu pagava pelos outros que soltavam (os resíduos) em qualquer lugar. Agora temos um benefício e além disso estamos fazendo algo que é bom para todos”, define. “Senti que ganhamos mais confiança”, acrescentou o carroceiro, que começou trabalhando com reciclagem e hoje utiliza seu instrumento de trabalho para fazer frete.

Durante a alta temporada, o volume de lixo produzido em Capão da Canoa chega a 73 toneladas por dia, mais do que o dobro da média do restante do ano que é de 30 toneladas A produção de lixo seco fica entre 10% e 20% do total.

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