O responsável pela fiscalização de veículos com tração animal, Paulo Dorneles, disse que as abordagens serão feitas rotineiramente. “O reflexo no trânsito será muito positivo, especialmente na redução de congestionamentos, porque a velocidade das carroças é reduzida”, disse. Ele também destacou que haverá uma melhora na qualidade de vida dos trabalhadores, citando o Programa de Inclusão Produtiva na Reciclagem Todos Somos Porto Alegre.
O projeto da prefeitura oferece aos carroceiros e carrinheiros alternativas para trocar de atividade, ou uma especialização na reciclagem em galpões. A ideia é encaminhar os profissionais para vagas de trabalho. Durante a formação, eles recebem uma bolsa de R$ 678,00 ao mês. A duração do curso é de três meses, em média, com quatro horas diárias. Também está previsto pagamento de indenização para carroça, cavalo e carrinho aos que desejarem entregar ao Executivo.
Segundo a Secretaria Municipal de Governança Local, 1.102 trabalhadores estão cadastrados no programa. A partir de março de 2014, a restrição de circulação de carroças e carrinhos será aplicada também no Eixo Baltazar e nas regiões Leste, Nordeste, Noroeste e Norte. Em março de 2015, Humaitá e Navegantes. Em junho do mesmo ano, Arquipélago e Centro.
O vice-presidente da Associação dos Moradores, Carroceiros e Papeleiros da Ilha Grande dos Marinheiros, Venâncio Francisco de Castro, não concorda com a restrição e disse que o projeto não compensa as perdas dos trabalhadores. “Só agora é que vão começar os cursos, mas isso não é garantia de trabalho”, ressaltou. Segundo ele, a lei foi feita de trás para a frente, pois considera que primeiro deveria ser oferecida a formação, para somente depois retirar as carroças. “As calçadas de Porto Alegre vão virar um lixão. Os maiores ambientalistas são os carroceiros”, observou.