O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect/RS), Vitor Rittman da Silva, avaliou que, mesmo com a dificuldade de transporte, a paralisação dos motoristas e cobradores ajudou a mobilização da categoria representada por ele. “Quanto mais gente em greve, melhor”, explicou. Segundo o dirigente, a adesão até agora é de 70%, embora o órgão assegure que a participação não chegue a 20%. “Para nós, isso é uma mentira. Temos delegados em todas as unidades para fazer o levantamento”, declarou. Segundo ele, o trabalho está comprometido.
O sindicato analisa que a hora da entrada das correspondências, às 13h, é o período em que o sol está mais quente e, por isso, pede que o serviço comece pela manhã. Rittman alegou uma questão de saúde para a troca, levando em consideração o horário de verão.
Os trabalhadores também demonstraram preocupação com uma proposta de alteração da cobrança do plano de saúde. O presidente do sindicato ressaltou que, atualmente, não há mensalidade, somente pagamento de 10% de consultas. Pais e filhos podem ser enquadrados como dependentes. A mudança englobaria o desconto de uma mensalidade, o que os servidores rejeitam.
“Os Correios querem tirar esse benefício que é uma afronta”, declarou o operador de Triagem e Transbordo Cláudio Machado, 50 anos, que trabalha na função há 15 anos.