O secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, garantiu que o governo não irá retirar o projeto de lei que reajusta em 23,5% o salário do magistério. Ele acredita na unidade da base aliada para a aprovação da proposta, nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa. Conforme o secretário, a idéia é encaminhar, até julho, um novo pacote de reajustes para o funcionalismo ao Parlamento, no qual vai constar outro reajuste parcelado, de 28,9%, aos professores. Somados ao reajuste do ano passado, o governo chegaria aos 76,6% para que garantir, até 2014, o salário básico de R$ 1.260 a um professor com 40 horas semanais no Estado.
“A base, toda ela, deve votar no projeto. Deveremos voltar a negociar em maio do ano que vem. Do nosso ponto de vista, o piso é de R$ 1.187 mais o INPC, ou seja, chegará a R$ 1.260”, disse Pestana.
O Cpers Sindicato não quer o reajuste, mas sim o pagamento imediato do Piso nacional, que está em R$ 1.451. Pela lei federal, o piso é reajustado tendo como indexador o valor custo-aluno através do Fundeb. Para esta terça-feira, a direção do Cpers sugeriu que as escolas fechem as portas e os professores se dirijam a Porto Alegre para pressionar os deputados a não votarem o projeto do Palácio Piratini.