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Casa de Cultura descortina-se para o público

Reforma de R$ 4,2 milhões foi entregue nesta terça-feira

Casa de Cultura descortina-se para o público
Casa de Cultura descortina-se para o público Foto : Samuel Maciel
Sem os tapumes que a encobriram ao longo de oito anos, a Casa de Cultura Mario Quintana, na Capital, foi palco nesta terça-feira da solenidade que comemorou o fim da primeira etapa de restauro do prédio. A obra custou R$ 4,2 milhões, oriundos do Banrisul, por meio da Lei Rouanet. A expectativa do diretor da casa, Manoel Henrique Paulo, é que a segunda fase, agora de modernização, comece e termine em 2015. O projeto, no valor de R$ 3,7 milhões, está sendo avaliado no Ministério da Cultura.

Na segunda etapa de trabalhos serão climatizados os dois teatros e um auditório, bem como modernizadas a iluminação cênica e a sonorização. Também será investido num projeto de ambientação dos halles, na nova identidade visual e instalados dois totens digitais para divulgar a programação da casa. Ainda serão recebidos acervos de 34 filmes e livros de Mario Quintana, com acessibilidade de conteúdo para cegos.

Emocionada, Maria Carvalho Porcello, de 86 anos, observava as formas da casa onde morou enquanto criança. Ela é neta de Horácio de Carvalho, empresário responsável pela construção do prédio, no início do século passado. “Tenho certeza que meu falecido avô está muito feliz, porque ele também sempre procurou preservar a arte, a música, a literatura”, conta. O presidente da Associação dos Amigos da Casa de Cultura, Eduardo Vital, diz que o restauro concluído das fachadas é o “presente de Natal para Porto Alegre”.

Histórico

Antes de se transformar em Casa de Cultura, a partir dos anos 1980, o prédio abrigou o Hotel Majestic. O arquiteto Theodor Alexander Josef Wiederspahn, nascido em Wiesbaden, Alemanha, foi responsável pelo projeto do prédio que começou a ser construído em 1916 e foi concluído apenas em 1933, sob administração do empresário Horácio de Carvalho. Localizado numa área privilegiada da cidade, o hotel servia como ponto de encontro das pessoas, agregando bares e cafés. De 1968 a 1980, Mario Quintana morou no local.

Em 1980, a casa foi adquirida pelo Banrisul. Dois anos depois, o governo do Estado comprou o antigo prédio e, em 1983, o transformou em Casa de Cultura. Começaram então os trabalhos e a busca de recursos para as obras necessárias nos 12 mil metros quadrados de área construída. Em setembro de 1990, a casa foi aberta ao público, com espaços voltados para a música, cinema, literatura, exposição de artes, teatro, literatura e outros. Atualmente, abriga também a Biblioteca Pública Estadual.