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Casa destinada a fim cultural se deteriora

Prefeitura aguarda tombamento para retomar projeto de museu em Gramado

Casa de um dos primeiros habitantes de Gramado
Casa de um dos primeiros habitantes de Gramado Foto : Halder Ramos / Especial / CP
O estado de conservação da casa onde morou o major Nicoletti, um dos primeiros habitantes de Gramado, tem sido tema de debates na Câmara de Vereadores do município. O mato tomou conta do terreno, e parte das madeiras da residência está apodrecendo. O imóvel, construído na década de 1920, localiza-se na avenida Borges de Medeiros e deveria abrigar um museu. No entanto, as obras foram paralisadas pela Secretaria Municipal de Cultura. Os parlamentares visitaram o local e protocolaram pedido de informações sobre os trabalhos.

O vereador Sérgio Broilo, do PMDB, diz que o projeto do museu, aprovado pelo Legislativo em 2008, não recebeu a atenção merecida. "O estado de conservação da Casa do Major é péssimo. Desmancharam parte da residência e não sabemos quando o trabalho será concluído. O serviço precisa ser retomado o quanto antes", defende. Gilnei Benetti (PT) diz que o imóvel está abandonado. "O estado de conservação é bom, mas o imóvel precisa receber a devida atenção por parte do Executivo. O serviço é de fácil realização", frisa o vereador.

Segundo o secretário de Cultura, Daniel Bertolucci, a construção não está tombada pelo patrimônio histórico, já que a lei que criou o Museu Major José Nicoletti Filho revogou o antigo tombamento. Conforme ele, o Executivo vai encaminhar novo projeto nesse sentido à Câmara. "Não vamos recomeçar os trabalhos antes da aprovação da lei. Sem o tombamento, não conseguimos buscar recursos para a implantação do museu", destaca.

Para executar o projeto, que tem custo total estimado de R$ 4 milhões, o município adquiriu o imóvel em 2008. Em troca da restauração do bem, o Executivo e o Legislativo autorizaram os empreendedores que compraram o terreno ao lado da moradia a realizar a ampliação. O restauro foi iniciado, mas, conforme o secretário, a empreiteira não tinha capacitação técnica para realizar o serviço. "Se permitíssemos a continuação dos trabalhos, teríamos apenas uma casa velha com cara de nova. Estavam fazendo uma simples reforma."

Bertolucci explica que foram colocados tapumes para impedir a entrada de pessoas. "Estamos contratando empresa especializada em restauração de patrimônio histórico, além de providenciar a roçada." O secretário ressalta, ainda, que o município tem garantido os R$ 200 mil para a primeira parte do projeto, que envolve o restauro. Segundo ele, a fase inicial será concluída até o fim de 2012, e a apresentação do cronograma de obras ocorrerá após o tombamento.

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