O vereador Sérgio Broilo, do PMDB, diz que o projeto do museu, aprovado pelo Legislativo em 2008, não recebeu a atenção merecida. "O estado de conservação da Casa do Major é péssimo. Desmancharam parte da residência e não sabemos quando o trabalho será concluído. O serviço precisa ser retomado o quanto antes", defende. Gilnei Benetti (PT) diz que o imóvel está abandonado. "O estado de conservação é bom, mas o imóvel precisa receber a devida atenção por parte do Executivo. O serviço é de fácil realização", frisa o vereador.
Segundo o secretário de Cultura, Daniel Bertolucci, a construção não está tombada pelo patrimônio histórico, já que a lei que criou o Museu Major José Nicoletti Filho revogou o antigo tombamento. Conforme ele, o Executivo vai encaminhar novo projeto nesse sentido à Câmara. "Não vamos recomeçar os trabalhos antes da aprovação da lei. Sem o tombamento, não conseguimos buscar recursos para a implantação do museu", destaca.
Para executar o projeto, que tem custo total estimado de R$ 4 milhões, o município adquiriu o imóvel em 2008. Em troca da restauração do bem, o Executivo e o Legislativo autorizaram os empreendedores que compraram o terreno ao lado da moradia a realizar a ampliação. O restauro foi iniciado, mas, conforme o secretário, a empreiteira não tinha capacitação técnica para realizar o serviço. "Se permitíssemos a continuação dos trabalhos, teríamos apenas uma casa velha com cara de nova. Estavam fazendo uma simples reforma."
Bertolucci explica que foram colocados tapumes para impedir a entrada de pessoas. "Estamos contratando empresa especializada em restauração de patrimônio histórico, além de providenciar a roçada." O secretário ressalta, ainda, que o município tem garantido os R$ 200 mil para a primeira parte do projeto, que envolve o restauro. Segundo ele, a fase inicial será concluída até o fim de 2012, e a apresentação do cronograma de obras ocorrerá após o tombamento.