Durante as décadas de 1960 e 1970, 1,8 mil casamentos foram realizados no local. Após este período, as cerimônias passaram a ocorrer nos foros. A galeria foi ocupada por outros setores até que, em 2006, o prédio passou por uma reforma. Segundo a assistente administrativa do Memorial do Judiciário, Mary da Rosa Biancamano, foi feita “a recuperação, a demarcação e a identificação do espaço para acolher o cidadão”.
Juntos há três anos, Leandro e Bibiana Fontoura, de Cachoeirinha, aproveitaram a oportunidade para legalizar a união. “Nunca imaginei que estaria no Palácio da Justiça, ainda mais casando”, disse o noivo. Segundo a noiva, a gratuidade da cerimônia colaborou para a realização do casamento, planejado desde o início do ano, quando o casal teve o primeiro filho. “Todo mundo sonha em casar um dia. Realizei o meu sonho.”