A cerimônia foi realizada na capela do Padre Cacique, onde tudo começou. Teve direito a padre, aia para levar alianças, tapete vermelho e coral. Leopoldina usou um vestido longo prateado e um casaco bolero preto. No cabelo, uma tiara de strass. Nas mãos, o colorido das flores do campo. Ela aguardava na sala de visitas do asilo, com um misto de ansiedade e de felicidade, o momento de se dirigir até a capela. O noivo, em um terno cinza chumbo, parecia inquieto enquanto não avistava a amada.
Entre os convidados, amigos, companheiros de morada e parentes emocionados com a união. “Estou muito feliz, porque agora não estou mais só. Me sentia muito sozinha. Mas o Ari fez toda a diferença na minha vida”.
Ari também revela que se chateava quando, ao sentar em uma praça, assistia aos casais conversando e ele ficava sozinho. “Aquilo me doía. Agora não, nós nos encaixamos bem”, afirma ele.
Foi no coral do asilo, atividade que os dois frequentavam - ela até então ainda não era moradora - que os dois se conheceram. O cupido dessa história foi a professora voluntária do coral, Loreni Agüero, que, em um amigo secreto do grupo, trocou os papéis para que Ari sorteasse Leopoldina.
A partir de então, foram muitas as conversas, que aumentaram o companheirismo na vida dos apaixonados. E engana-se quem pensa que a vida do casal se resume às atividades do asilo. A dupla adora viajar. A lua de mel será na Bahia. "Íamos para Santa Catarina, mas optamos por um lugar mais quente”, disse Leopoldina. Na volta, eles vão continuar morando no Padre Cacique, cada um na sua ala.
Quanto aos planos de futuro, Leopoldina resume: “Queremos ser felizes, enquanto somos jovens”.