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Casas são invadidas em São Leopoldo e Prefeitura tenta reintegração

Residências construídas com recursos do governo federal estavam prontas há dois anos

A Prefeitura de São Leopoldo pediu a reintegração de posse de 125 casas e apartamentos que foram invadidos na noite dessa sexta-feira no bairro Feitoria. As residências foram construídas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deveriam ter sido entregues há dois anos. O atraso se deu por problemas de saneamento, instalação de rede elétrica, construção de uma elevada no local e liberação de verbas pela Caixa Econômica Federal. A empresa que seria responsável pelas obras de esgotamento faliu e, conforme a arquiteta responsável pelo projeto, Angela Müller, houve dificuldades de conseguir nova empreiteira para finalizar os trabalhos.

O secretário do Planejamento de São Leopoldo, Fernando Menezes, disse que nenhum dos ocupantes seria beneficiado pelo projeto de habitação. Segundo Menezes, o movimento de vandalismo é político.

O projeto envolve a construção de casas em quatro loteamentos a partir da necessidade de retirar moradores que vivem às margens do Arroio Kruse, área de preservação ambiental e onde ocorrem alagamentos. Já a região ocupada tem previsão de entrega para julho e um investimento de aproximadamente R$3,5 milhões. Outras residências devem ser concluídas até setembro. Ao todo, o governo federal empenhou R$30 milhões.

Enquanto o juizado de plantão não expede a autorização para a reintegração de posse, as famílias permanecem nas casas.


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