• Leia mais sobre o caso Bernardo
O peixinho, que ganhou do pai no ano passado, acabou morrendo por falta de cuidados. O que ocorreu logo após o sumiço de Bernardo, em 4 de abril. "O meu irmão já tinha encomendado um aquário maior para ele, que chegaria nos próximos dias", revelou Paulo. Escrito no caderno da disciplina de Inglês a prova de que Bernardo tinha celular próprio. Logo abaixo da assinatura "B. Boldrini" - como gostava de se identificar -, ele escreveu o número do telefone para ser avisado caso perdesse algum material da escola.
O banheiro utilizado por ele fica à direita do quarto. À frente, a peça onde ficava a sua meia-irmã. Na escrivaninha, o menino escreveu um bilhete para si mesmo: "Sexto ano. Horário: 7h30min até as 11h55min. Acordar 6h30min". Uma barra de chocolate em formato do Homem-Aranha permanece intacta, esperando o dono. Ele nunca virá. Um pacote de chicletes permanece aberto próximo à barra. Bernardo comeu apenas um.
O garoto torceu para o Internacional até a mãe falecer em 2010. Logo após, o menino virou a casaca. O cachecol azul, branco e preto em uma das gavetas demonstra a preferência nos últimos anos. Na estante, porta-retratos. Em um deles, ele posa abraçado ao pai. Logo ao lado, duas notas de R$ 2,00. "Faz uma foto disso para mostrar que o Leandro dava dinheiro a ele, sim", pede o tio.
A esposa de Paulo, Sônia, também mostrou o que havia no armário do quarto. Apontou os chinelos que deu de presente ao sobrinho uma semana antes do desaparecimento. "Olha aqui no armário como ele tinha tênis, ao contrário do que dizem."