Geral

"Caso dos bebês não é de polícia, mas de saúde pública", diz presidente do Sindisaúde

João Menezes afirma que não é possível tratar Vanessa como psicopata ou doente mental

O presidente do Sindisaúde, João Menezes, reafirmou nesta terça-feira que o episódio que quase provocou a morte de 11 recém-nascidos não é um caso de polícia, mas de saúde pública. Ele recorda que antes da reabertura do Hospital Universitário, a direção foi notificada a não recontratar alguns profissionais em razão de denúncias preexistentes. “A técnica em enfermagem presa na última sexta-feira não figura entre eles”, atestou.

Menezes afirmou que, se Vanessa realmente dopou os bebês, ela não é a única responsável pelo delito cometido. “Se dependesse do Sindisaúde, médicos e enfermeiros também seriam responsabilizados”, observou.

De acordo com o sindicalista, não é possível tratar Vanessa como psicopata ou doente mental. “Do contrário, ela não poderia estar trabalhando em um hospital, que é o local adequado para se reconhecer uma pessoa com problemas psíquicos”, assinalou.

Menezes pretende conversar com o delegado, por entender que o trabalho dos técnicos em enfermagem deve ser supervisionado. “Os pais dos bebês relatam que Vanessa era uma profissional amorosa, dedicada e carinhosa. Como pode ter mudado de comportamento de uma hora para outra?”, questionou. Menezes deseja, ainda, visitar Vanessa na Penitenciária Feminina Madre Pelletier para ouvir sua versão dos fatos.