O estelionatário informou que um tenente-coronel – apontado como um dos proprietários da empresa Reação – pagava R$ 1 mil por semana para o réu Eliseu Pompeu Gomes e outros dois suspeitos de matar o ex-secretário. Segundo a testemunha, o objetivo era que os supostos envolvidos sustentassem no processo a tese de latrocínio e não a de execução. As gravações do depoimento foram divulgadas, com exclusividade, pela Rádio Guaíba na sexta-feira.
O advogado de Marcelo Machado Pio – um dos integrantes da empresa Reação e denunciado por ser mandante do crime –, Marcos Vinícius Barrios, duvida da credibilidade das novas denúncias. Ele solicitou à Justiça que a testemunha seja ouvida e diga onde fica o sítio em Arroio dos Ratos, na região Carbonífera, que foi apontado como o local onde Eliseu Santos seria executado e enterrado, conforme um plano inicial. Ele quer saber, também, quem é o proprietário do local e se, de fato, a propriedade existe.
Cléber Augusto Tonial é o terceiro juiz que trata do caso Eliseu. A primeira foi Elaine Canto da Fonseca, que pediu transferência para outra Vara Criminal de Porto Alegre. Assumiu interinamente Rosane Michels, esposa do secretário de Segurança, Airton Michels.
Eliseu Santos morreu em 26 de fevereiro, na saída de um culto religioso no bairro Floresta, em Porto Alegre. A Polícia Civil entendeu, na época, que ocorreu um latrocínio (matar para roubar). O Ministério Público alega que o crime foi motivado pela perda de licitações da empresa Reação na Secretaria Municipal de Saúde. Hoje, todos os 13 denunciados estão soltos.