Caso importado de dengue leva a aplicação de inseticida na zona Sul de Porto Alegre
capa

Caso importado de dengue leva a aplicação de inseticida na zona Sul de Porto Alegre

Paciente viajou à região Noroeste do Rio Grande do Sul , onde teria sido infectado

Por
Cláudio Isaías

Aplicação ocorreu no bairro Hípica, em Porto Alegre

publicidade

A confirmação de um caso importado de dengue fez com que a Unidade de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realizasse nesta sexta a aplicação de inseticida. O bloqueio ocorreu pela manhã nas proximidades da rua Nossa Senhora de Guadalupe, no bairro Hípica, na zona Sul de Porto Alegre. A operação teve como objetivo diminuir o risco de transmissão de dengue na região, devido a um caso importado da doença confirmado pela secretaria. O paciente viajou à região Noroeste do Rio Grande do Sul , onde teria sido infectado. 

O gerente da Unidade de Vigilância Ambiental da SMS, Alex Lamas, explicou que a pulverização é uma medida emergencial para diminuir a população de mosquitos adultos e, com isso, conter o risco de que um ciclo de transmissão se estabeleça no bairro. Lamas pediu que a população faça a vistoria e elimine criadouros de mosquitos. Ele sugeriu também que a população revise os pátios e evite o acúmulo de água em vasos.

Os sintomas da dengue são febre alta acompanhada de dores musculares, dor no fundo dos olhos, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo e prostração. Fazem parte das recomendações utilizar ralos pluviais do tipo abre-fecha, manter ralos secos ou colocar clorofina ou sal uma vez por semana na água residual desses ralos, manter calhas limpas e desimpedidas sem que acumulem folhas ou água.

A infestação do Aedes aegypti em Porto Alegre aumentou entre o final de dezembro e o início de fevereiro. De acordo com dados do Monitoramento Integrado do Aedes (MI Aedes), realizado toda a semana pela prefeitura, o índice na semana entre 2 e 8/2 foi de 0,33. Isso indica que a infestação passou do status moderado para de alerta na classificação do MI Aedes, que vai de satisfatório a crítico. O status “alerta” aumenta o risco de transmissão viral na cidade.

Em 2020, Porto Alegre teve a confirmação de um caso importado de dengue, de acordo com o boletim emitido pela Secretaria de Saúde, com dados até 25 de janeiro. Os bairros que apresentaram maior índice de infestação foram Jardim São Pedro, Restinga, Boa Vista e Farroupilha. Nesses bairros foram coletadas 105 fêmeas do mosquito.

Em janeiro, a prefeitura publicou edital no Diário Oficial de Porto Alegre no qual foram notificados todos os proprietários e responsáveis por imóveis residenciais, comerciais, industriais e de terrenos baldios para que mantenham os imóveis e terrenos em condições salubres, limpos, livres de recipientes ou vasilhames e entulho ou lixo que possam acumular água, condição propícia para o desenvolvimento de criadouros de vetores como o mosquito Aedes aegypti, entre outros.

No edital, são expressas medidas que devem ser adotadas e que os proprietários e responsáveis ficam sujeitos a penalidades a partir da fiscalização. Entre as medidas estão a retirada de pratos de vasos de plantas e a limpeza dos mesmos com esponja, para retirada de ovos do vetor, a cobertura de caixas d’água ou recipientes de coleta de água da chuva, manutenção de calhas limpas e desimpedidas, colocação semanal de água sanitária em ralos externos, colocação de telas milimétricas nos ralos, manutenção de pneus em áreas cobertas ou furá-los para escoamento da água acumulada, manutenção de limpeza e tratamento em piscinas.