A epidemia já atinge cinco Estados: Acre, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. "A luta está só começando", advertiu o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Além do aumento de casos, o Ministério da Saúde alerta que o número de cidades com criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti, cresceu de forma significativa.
O mais recente Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mostra que, em janeiro, 267 municípios apresentavam situação de risco para a dengue. Ano passado, 146 estavam nesta situação. O número de municípios classificados como em nível de alerta também subiu de 384 para 487. O número de cidades analisadas também aumentou. O dado, em parte, poderia explicar o aumento dos indicadores ruins. No entanto, quando se analisa os indicadores de cidades classificadas como em situação satisfatória, o fenômeno não se repete. Não há praticamente variação: este ano, 238 foram assim consideradas. Em 2012, foram 235.
Porto Alegre já tem 19 casos confirmados de dengue – sendo 10 autóctones e os outros nove importados. A Secretaria Municipal de Saúde admitiu um período pré-epidêmico. Conforme o coordenador-geral em exercício da Vigilância em Saúde, Anderson Araújo de Lima, a situação ainda está sob controle, mas preocupa já que o índice de infestação do mosquito transmissor na cidade é de 4,5%, quando o limite para risco baixo é de 1%. Os principais sintomas de dengue são febre, manchas vermelhas no corpo, náuseas, vômitos e dores musculares.