A presidente eleita do Sindicato dos Enfermeiros do RS (Sergs), Cláudia Santos, disse que o objetivo da manifestação foi de alertar a população sobre a necessidade de ratificação do texto publicado no Diário Oficial da União. “Se os enfermeiros deixarem de realizar diagnóstico e prescrição terapêutica de patologias cujos sintomas fazem parte dos protocolos nacionais e institucionais, haverá graves consequências para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou. Segundo ela, as entidades da área da saúde buscam reverter a situação na Câmara de Deputados e no Senado, que aprovaram o projeto. A presidente Dilma Rousseff retirou 10 pontos polêmicos, como o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica, que passariam a ser privativas dos médicos.
Para o assessor de relações institucionais do Conselho Regional de Farmácia, Everton Borges, os pontos vetados pela presidente Dilma Rousseff, se derrubados pelos parlamentares, representarão o retrocesso a um modelo falido de atenção à saúde, focado no atendimento médico, individual e centralizado em hospitais, retirando a autonomia e o direito dos profissionais da saúde e restringindo o acesso da população ao SUS. “O atendimento à população será dificultado. Não lutamos contra os médicos, lutamos a favor do SUS”, destacou.