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Categorias pedem manutenção de vetos ao Ato Médico em Porto Alegre

Presidente Dilma Rousseff retirou 10 pontos polêmicos do projeto

As entidades da área da saúde buscam reverter a situação na Câmara de Deputados e no Senado, que aprovaram o projeto
As entidades da área da saúde buscam reverter a situação na Câmara de Deputados e no Senado, que aprovaram o projeto Foto : Vinícius Roratto
Nove categorias da área da saúde protestaram nesta terça em Porto Alegre pedindo a manutenção dos vetos ao Ato Médico. Enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, biomédicos, biólogos e profissionais de Educação Física gaúchos distribuíram panfletos na Esquina Democrática onde pediram ao Congresso Nacional que mantenha os vetos da presidenta Dilma Rousseff à Lei 12.842, o chamado Ato Médico.

A presidente eleita do Sindicato dos Enfermeiros do RS (Sergs), Cláudia Santos, disse que o objetivo da manifestação foi de alertar a população sobre a necessidade de ratificação do texto publicado no Diário Oficial da União. “Se os enfermeiros deixarem de realizar diagnóstico e prescrição terapêutica de patologias cujos sintomas fazem parte dos protocolos nacionais e institucionais, haverá graves consequências para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, explicou. Segundo ela, as entidades da área da saúde buscam reverter a situação na Câmara de Deputados e no Senado, que aprovaram o projeto. A presidente Dilma Rousseff retirou 10 pontos polêmicos, como o diagnóstico nosológico e a prescrição terapêutica, que passariam a ser privativas dos médicos.

Para o assessor de relações institucionais do Conselho Regional de Farmácia, Everton Borges, os pontos vetados pela presidente Dilma Rousseff, se derrubados pelos parlamentares, representarão o retrocesso a um modelo falido de atenção à saúde, focado no atendimento médico, individual e centralizado em hospitais, retirando a autonomia e o direito dos profissionais da saúde e restringindo o acesso da população ao SUS. “O atendimento à população será dificultado. Não lutamos contra os médicos, lutamos a favor do SUS”, destacou.


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