Entre as novidades deste ano estão a presença de uma equipe de três médicos veterinários - além de oito profissionais que atuam individualmente - para garantir a saúde dos cavalos e o fornecimento de água pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A cada duas horas, os participantes fazem uma parada para dar de beber aos animais. Um caminhão-pipa acompanha o grupo. "As autoridades não se deram conta de acabou a água das lagoas. No ano passado sofremos muito com isso", disse o comandante-geral da cavalgada, Vilmar Romera. Segundo ele, o problema ocorre principalmente devido ao grande número de construções à beira-mar. A limpeza da praia, por sua vez, é feita por funcionários das prefeituras, que recolhem os dejetos da areia.
Conforme Romera, a Cavalgada do Mar exige, a cada ano, um grande esforço. São três meses de organização e busca por autorização do poder público e patrocínio. Além dos cavalarianos, cerca de 2 mil pessoas participam dando apoio ao evento. O comandante-geral explica que o objetivo é mostrar ao povo litorâneo a origem do Rio Grande do Sul, que está ligada diretamente ao cavalo. "É só olhar a história que ela vai contar isso", explica. A diferença, em relação ao passado, de acordo com ele, é o motivo pelo qual o transporte é usado. "Não estamos aqui por peleia. Nossa guerra chama-se amor à tradição", definiu.
Quem foi à praia nesta manhã aproveitou para aplaudir e tirar fotos da cavalgada. "É uma coisa muito boa, um outro mundo", disse a funcionária pública federal Maria do Carmo Dambróz, 48 anos, de Porto Alegre. Para ela, a maioria dos participantes se preocupa com o bem-estar dos animais. "Quem realmente gosta tem de tratar bem e dar condições", ressaltou. Nem todos pensam da mesma forma. O orçamentista Roni Ávila, 58, de Porto Alegre, é contra a Cavalgada do Mar. "É bonito, mas não acho que seja o local adequado pela sujeira", afirmou.