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Cavalgada em Porto Alegre marca os 50 anos do MTG

Cavaleiros fizeram uma homenagem ao Colégio Júlio de Castilhos

Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) completou 50 anos de trajetória
Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) completou 50 anos de trajetória Foto : Guilherme Testa
O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) completou 50 anos de trajetória no dia 28 de outubro. Neste sábado, aconteceu uma cavalgada alusiva ao movimento cinquentenário, que teve início na avenida Loureiro da Silva. Os cavaleiros partiram pela avenida João Pessoa em direção ao Colégio Júlio de Castilhos, onde foi marcada uma homenagem ao “Julinho”, um dos principais marcos da tradição gaúcha, onde aconteceu a ronda gaúcha em 1947. De acordo com o presidente do MTG, Nairo Callegaro, a solenidade no colégio representa o marco do local para o movimento. “E ter a presença do Paixão Côrtes, que é um dos idealizadores do resgate da cultura local, é muito emocionante”, destacou Callegaro.

“É um orgulho ver todo o tradicionalismo gaúcho organizado, ver que as pessoas vieram à Porto Alegre para comemorar o aniversário do movimento, tendo esse apoio de todo o Rio Grande do Sul me emociona”, disse Callegaro. Segundo ele, até São Pedro se emocionou com a data e marcou o sábado com muito sol, “aquecendo o coração de cada um que está aqui”, relatou Callegaro.

Após a solenidade de homenagem ao “Julinho”, os cavaleiros seguiram pela avenida Ipiranga rumo ao 35 CTG, mais um dos marcos da cultura gaúcha, que foi fundado em abril de 1948. “O 35 CTG foi a primeira entidade neste modelo atual”, explicou Callegaro. Quando criança, o presidente do MTG frequentava o 35 CTG e diz que lembra até hoje. “Cada ato nos traz uma emoção diferente. O movimento vai se renovando e nós vamos buscando, no passado, a nossa identificação”, disse Callegaro.

Para o presidente do MTG, é um orgulho muito grande ter a oportunidade de transmitir aos jovens a tradição gaúcha. Paixão Côrtes destacou, em frente ao 35 CTG, que a cavalgada é um momento cívico e muito importante. Na presença da patroa do 35 CTG, Gleicimary Albrecht, Paixão comentou que no início do movimento tradicionalista, não exisita prenda, quanto menos patroa. “Mas o movimento não é machista, é uma entidade social e da cultura riograndense”, disse Paixão. Para ele, a presença das mulheres torna o movimento muito mais humano e universal.

Segundo o presidente da Ordem dos Cavaleiros do Rio Grande do Sul (Orcav), Airton Timm, cerca de 780 cavaleiros participaram da cavalgada alusiva aos 50 anos do MTG. “É um momento ímpar, estamos representando o surgimento do movimento. Mais de 30 regiões do Estado estão presentes na cavalgada. É um marco na história do MTG, com certeza”, ressaltou Timm.