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CEEE atribui dificuldade em restabelecer a luz no RS a redução de investimentos

Mesmo 50 horas após temporal, ainda há pontos sem energia elétrica no Estado

Mesmo 50 horas após temporal, ainda há pontos sem energia elétrica no Estado
Mesmo 50 horas após temporal, ainda há pontos sem energia elétrica no Estado Foto : Arthur Puls
Com clientes há mais de 50 horas sem luz e com a dificuldade evidente em conseguir solucionar os problemas provocados pelo temporal da madrugada da última terça-feira, a direção da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), concessionária responsável pelo atendimento de Porto Alegre e boa parte da Região Metropolitana, reconheceu as dificuldades. Uma das principais alegações, diante da contingência, foi a redução brusca no volume de investimentos no período entre 2008 e 2010.  “Durante muito tempo o poder de investimentos ficou comprometido, assim, houve dificuldades em manutenção”, disse o presidente da CEEE, Sérgio Souza Dias, junto com diretores da empresa.

Ele afirmou que a companhia busca maneiras de agilizar o atendimento à população, como a ampliação nos canais de recebimento de reclamações com a utilização do Torpedo. Com a previsão de investimentos maiores, principalmente em função da Copa do Mundo de 2014, Dias projeta uma nova realidade. Isso porque o volume de recursos que será aplicado em construções de subestações e alimentadores será maior.

Depois de quatro anos com aplicações em média de R$ 70 milhões (2008-2010), no ano passado, esse valor aumentou para R$ 118 milhões. Em 2012, serão 209 milhões, praticamente o dobro do ano anterior. Já para 2013, o valor será duplicado, devendo atingir R$ 400 milhões. “Sabemos que ainda vai demorar um tempo, mas projetamos que até o final do ano que vem a população sentirá uma melhora considerável no serviço da empresa”, assegurou o presidente da CEEE.

Com estes investimentos, somente em Porto Alegre, estão previstas a construção de 11 subestações, sendo que três já estão licitadas e deverão estar prontas até o final de 2013. Além disso, haverá ampliação no número de alimentadores. Atualmente são 150 em funcionamento e a meta da empresa é colocar mais 78 em operação até 2014. “Isso vai fazer com que a carga seja ampliada e reduzirá o problema de abastecimento”, destacou o presidente.

Sobre o número de equipes em atendimento técnico (nas ruas) e comercial (na central de atendimento), Dias explicou que a CEEE funciona com capacidade acima da referência definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Não podemos dimensionar o nosso serviço pelas situações de contingência, que são pontual e específicas”, explicou. Ao comparar com o outro episódio deste ano, que ocorreu no dia 19 de setembro, houve um crescimento considerável no número de clientes prejudicados. Na ocasião, foram 300 mil clientes e neste, 573 mil consumidores afetados. E já no primeiro dia, 54,8 mil (menos de 10%) ainda estavam prejudicados.

Dias também destacou que houve demora no atendimento por falta de pessoal. Isso porque além dos profissionais da CEEE foram contratados de terceirizadas para apoiar o serviço. “Há um apagão de mão de obra neste setor. É uma dificuldade geral”. Além dos 876 eletricistas da CEEE foram acionados mais 1/3 de terceirizados

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