Ele afirmou que a companhia busca maneiras de agilizar o atendimento à população, como a ampliação nos canais de recebimento de reclamações com a utilização do Torpedo. Com a previsão de investimentos maiores, principalmente em função da Copa do Mundo de 2014, Dias projeta uma nova realidade. Isso porque o volume de recursos que será aplicado em construções de subestações e alimentadores será maior.
Depois de quatro anos com aplicações em média de R$ 70 milhões (2008-2010), no ano passado, esse valor aumentou para R$ 118 milhões. Em 2012, serão 209 milhões, praticamente o dobro do ano anterior. Já para 2013, o valor será duplicado, devendo atingir R$ 400 milhões. “Sabemos que ainda vai demorar um tempo, mas projetamos que até o final do ano que vem a população sentirá uma melhora considerável no serviço da empresa”, assegurou o presidente da CEEE.
Com estes investimentos, somente em Porto Alegre, estão previstas a construção de 11 subestações, sendo que três já estão licitadas e deverão estar prontas até o final de 2013. Além disso, haverá ampliação no número de alimentadores. Atualmente são 150 em funcionamento e a meta da empresa é colocar mais 78 em operação até 2014. “Isso vai fazer com que a carga seja ampliada e reduzirá o problema de abastecimento”, destacou o presidente.
Sobre o número de equipes em atendimento técnico (nas ruas) e comercial (na central de atendimento), Dias explicou que a CEEE funciona com capacidade acima da referência definida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Não podemos dimensionar o nosso serviço pelas situações de contingência, que são pontual e específicas”, explicou. Ao comparar com o outro episódio deste ano, que ocorreu no dia 19 de setembro, houve um crescimento considerável no número de clientes prejudicados. Na ocasião, foram 300 mil clientes e neste, 573 mil consumidores afetados. E já no primeiro dia, 54,8 mil (menos de 10%) ainda estavam prejudicados.
Dias também destacou que houve demora no atendimento por falta de pessoal. Isso porque além dos profissionais da CEEE foram contratados de terceirizadas para apoiar o serviço. “Há um apagão de mão de obra neste setor. É uma dificuldade geral”. Além dos 876 eletricistas da CEEE foram acionados mais 1/3 de terceirizados