Um exemplo mostrado foi de quedas de torres de alta tensão, em locais ermos, provocadas pelo mau tempo. Por deficiências no serviço, no ano passado, a CEEE ressarciu em mais de R$ 14 milhões parte dos clientes com compensações nas contas de luz.
O presidente da CPI, Lucas Redecker, reiterou que as condições do tempo ou outras características do Estado não podem ser justificativas. “Se temos temporal ou relevo no Rio Grande do Sul, as empresas devem estar habilitadas para isso. O que o presidente da CEEE apresentou é um cenário que não condiz com a realidade. Ontem faltou luz na saida do Beira-Rio”, criticou o tucano. A CEEE informou não ter responsabilidade sobre o problema e a Prefeitura assumiu não ter equipes da Secretaria de Obras no entorno, de plantão. Em um dos pontos em que houve apagão, a suspeita é de que um veículo tenha batido em um poste. No outro, a Smov confirmou que o equipamento responsável por acionar as lâmpadas se desconectou, por razões ainda não explicadas, da caixa de comando.
Supostas propostas do governo de federalização ou privatização da CEEE também foram negadas pelo presidente, durante a audiência da CPI. A CEEE espera resposta do pedido de renovacão da concessão, que trâmita na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).