Segundo Dias, o número de funcionários da CEEE nas áreas de concessão da empresa teve que ser triplicado. O presidente explicou que a demora para o retorno da luz se justifica pela existência de problemas em que a solução não pode ser feita da central de operações. "Essas ocorrências com quedas de árvores e postes precisam das nossas equipes nos locais. Registramos ainda a queda de mais de 2 mil linhas e ramais. Transformadores e chaves se romperam também", argumentou.
Conforme o dirigente, a CEEE irá priorizar as regiões mais atingidas pela falta de luz. "Logo depois do temporal, a gente já estabelece uma lista de prioridades. Começamos pelos alimentadores que atendem o maior número de pontos e depois partimos para os casos mais específicos e complexos. E isso pode levar um certo tempo", acrescentou Dias.
Para o presidente da CEEE, o mundo perfeito teria redes elétricas subterrâneas, mas o custo dessa mudança iria assustar os clientes da empresa. "Ainda teremos que conviver com as redes aéreas porque a colocação das subterrâneas custaria seis vezes mais na tarifa", ponderou Sérgio Dias.
Em Bagé e em cidades próximas, a CEEE registrou 45 mil pontos sem luz. Nas cidades de Candiota, Pedras altas e Pinheiro Machado, eucaliptos caíram na saída da usina Presidente Médici. Em Lavras do Sul, dez postes tombaram e em Dom Pedrito cinco torres de iluminação não resistiram às forças do vento.
Região Central preocupa EPTC
Além da falta de luz, o temporal deixou marcas da sua passagem no trânsito de Porto Alegre, com a queda de árvores e postes em vias da Capital. Segundo a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), 146 árvores e quatro postes tombaram nesta terça-feira. Dos 1.070 cruzamentos existentes em Porto Alegre, 152 tiveram problemas de energia em seus semáforos e dois fios caíram em vias da Capital.
O gerente de operações da EPTC, Adílson Carvalho, demonstrou preocupação com a região Central de Porto Alegre. Em entrevista à Rádio Guaíba, ele afirmou que 120 agentes estão nas ruas desbloqueando vias e coordenando o trânsito. "Atualmente, esse número é o ideal para atender os locais mais atingidos por quedas de árvores e semáforos inativos. Infelizmente, precisamos priorizar essas regiões com mais fluxo de pessoas e carros para depois atender o restante", explicou.
A queda de quatro postes foi registrada na avenida Martim Félix Berta com Pilade Frediani, Voluntários da Pátria com Castelo Branco, Protásio Alves, próximo Martim Félix Berta, e Edgar Pires de Castro, próximo a rua do Schneider. Dois pontos tiveram fios elétricos caídos na via, no Beco do Davi e rua Ângelo Crivelaro. Não houve pontos de acúmulo de água e registros de acidentes com vítimas.
O trecho entre a avenida Protásio Alves com Martin Felix Berta ficou bloqueado por causa da queda de uma árvore de grande porte. Bombeiros já estão no local para remover o obstáculo. Na avenida Palmeiras, próximo à Nilo Peçanha, outra árvore caiu na rua e bloqueou a via. O mesmo aconteceu na Borges de Medeiros, próximo à Perimetral.
Fios de eletricidade na via limitam o fluxo de veículos na Protásio Alves com João Guimarães. Motoristas devem ter atenção para vários pontos sem energia elétrica na Capital resultando em problemas na rede de sinaleiras em toda áreas da cidade, como a zona Norte, na 24 de outubro com Dr.Timóteo, em todo o trecho da Ramiro Barcelos até a Farrapos. Na Lucas de Oliveira com Protásio Alves, o semáforo também está desligado.
Confira os semáforos inativos em Porto Alegre
Nonoai x Erechim;
Voluntários da Pátria;
Ramiro Barcelos x Independência;
Av. do Forte x João S. de Carvalho;
Oscar Pereira x Estrada do Rincão;
Wenceslau Escobar x Mário Totta;
Vinte Quatro de Outubro x Dr. Timóteo;
Juca Batista;
Assis Brasil x Luzitana;
Sertório x Santos Pedroso;
Cavalhada x Santa Flora;
Liberadade x Mariante;
Bento Gonçalves x Aparício Borges;
Getúlio Vargas x José de Alencar;
Bento Gonçalves x João de O. Remião;