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Cem cidades não batem meta de vacinação contra a gripe no RS

Estado foi o segundo que mais imunizou, com 88,5% da população-alvo atingida

A campanha nacional de vacinação contra a gripe, encerrada nesta sexta-feira, imunizou 2,5 milhões de pessoas no Rio Grande do Sul. A cobertura dos grupos prioritários é, até o momento de 88,5%, mas em 100 dos 497 municípios a meta de atingir, ao menos, 80% dos públicos-alvo não foi alcançada. Ainda assim, o Estado foi o segundo do País que mais imunizou, atrás apenas de Santa Catarina.

A aplicação das doses segue disponível nos postos de saúde até o fim dos estoques para os mesmos grupos prioritários. Além disso, aos municípios que ultrapassaram os 80%, a SES sugere a inclusão do grupo de crianças de dois anos e, dependendo da quantidade restante de doses, também do grupo de crianças de três anos. Cabe a cada cidade avaliar a situação e definir sobre essa ampliação, o que depende do excedente de doses.

Entre todos os públicos-alvo, o das gestantes foi o único que não bateu a meta em nível estadual. Das cerca de 103 mil grávidas estimadas, 76 mil procuraram a vacina, o que representa 75% do total. Mas o fim da campanha significa apenas o término da fase de mobilização. A vacinação propriamente dita prossegue até que estejam terminados os estoques. Isso significa que os municípios podem, a partir de agora, readequar a estrutura como, por exemplo, centralizar as vacinas restantes nas principais unidades básicas de saúde.

O Estado recebeu do Ministério da Saúde cerca de 3,1 milhões de doses para a campanha, quantidade suficiente para atender a demanda estimada em 2,9 milhões de pessoas, incluído um excedente por segurança. Dessa forma, ainda há na rede pública aproximadamente 500 mil doses da vacina. A vacina protege pelo período de até 12 meses e com maior eficácia três semanas após a aplicação. Ela promove a imunização contra três tipos de vírus influenza: influenza A H1N1, influenza A H3N2 e influenza B. A escolha das cepas leva em conta os vírus com maior circulação nos últimos meses.

A vacina só é contra-indicada para pessoas com alergia ao ovo, material a partir do qual ela é produzida. Em doenças febris agudas, moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.

Saiba mais

- A população não incluída nos grupos de risco pode procurar se imunizar em clínicas particulares. Na Capital, os estabelecimentos ainda dispõem de estoques, ao custo médio de R$ 90.

- A vacina demora até 15 dias para produzir anticorpos e garante proteção pelo período de um ano contra dois tipos de gripe A (H1N1 e H3N2), além da influenza B. Desde o início do ano, 28 pessoas necessitaram de internação hospitalar, depois de se infectarem com um dos três tipos de vírus no Rio Grande do Sul. Uma delas morreu.

- De 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, só 11 - Acre, Amapá, Pará, Maranhã, Alagoas, Paraíba, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul e Paraná - bateram a meta da campanha - vacinar 80% dos públicos-alvo.


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